
"It’s only wordsWords are all I haveTo take your heart away."*

"It’s only wordsWords are all I haveTo take your heart away."*

Se existe uma coisa que me irrita mais que gente me cutucando, é gente mal educada. Cara, como eu odeio gente mal educada! Penso que deveria haver uma instituição — como o manicômio é para os loucos — para se mandar as pessoas deficientes em educação doméstica. Só então nós, pobres pessoas escravas da boa educação, não precisaríamos mais sofrer caladas com certas situações irritantes.
Outro dia, eu estava lá no consultório, quando entra uma penca de crianças barulhentas na minha sala para passar para a que fica ao lado. Como só uma divisória separa as duas salas, tive que ser submetida àquela poluição sonora. Na verdade, não ligo muito quando são barulhinhos inocentes de crianças hiperativas, porém educadas. Não era o caso. Havia duas crianças menores e inquietas, mas a menina que seria atendida tinha uns doze anos, perfeitamente capaz de se controlar. E as duas senhoras que supervisionavam aquela visão do inferno não estavam supervisionando coisa nenhuma. Pelo contrário, elas contribuíam para a falação, conversando entre si por cima das vozes das crianças. Amigos, em pleno consultório odontológico.
A melhor parte da história é que eu estava com um paciente, no meio de um procedimento delicado, que não podia ser interrompido. Então, aparece a minha auxiliar, com a pergunta:
— Doutora, quer alguma coisa?
Eu não tive dúvida:
— Sim, quero que esse pessoal sem educação cale a boca.
Quem me dera tivesse falado alto o suficiente para não só o meu paciente rir, mas as tão distintas damas ficarem envergonhadas e mandarem suas crias se comportarem. Porém, suspeito de que, se tivessem me ouvido, a falta de educação chegaria ao seu auge e eu ouviria um alto e claro “vem calar”.
Cavando e cavando as águas profundas e nada lineares do fundo-do-mar, este blogue distinto — de temas diversos e nunca categorizados ou enquadrados, vai se afundando mais e mais. Tornando-se mais profundo e mais vasto, desconhecido.
Cada vez mais com cada vez menos a segurança da superfície — se jogando de vez na falta de luz abissal, procurando pelos seres luminescentes e nunca vistos dentro de si e de nós mesmos.
Esta Marina Morena, menina danada (e este sou eu, paulistano, tentando soar lisbelo como ela) vai se aprofundando cada vez na sua própria experiência virtual. O que não significa que os textos fiquem maiores, não, mas talvez mais maduros, mais surpreendentes — seja nas velas suas, na de seus irmãos, ou na breve ode à um filme que te toca fundo, ou nos contos curtos e cheios de uma simplicidade abrupta.
Indo sempre pro fundo-do-mar. É pra onde eu sempre quero ir quando venho pra cá, e sempre que volto, percebo que estou algumas léguas submarinas mais longe da superfície.
Convido a todos a continuarmos descendo essas águas profundas, e nos descobrirmos totalmente envolvidos por essa recifense distinta.
Beijos meus: Bruno, Serpentina e Choradeira [#interna]. E parabéns pelo primeiro ano de blogue.
No MSN:
Marina diz:
hj meu blog completa um anoBruno.Portella diz:
Olhaa. Vai ter post comemorativo?Marina diz:
não, to sem sacoBruno.Portella diz:
Eu escrevo um pra você então.Marina diz:
sério?
Era sério.
Obrigada de coração, Bruno!
Contato:
http://ovocesariano.wordpress.com/
Em tempo: Daqui a dois dias este blog também está apagando velinha. Um aninho.

É fácil fazer mil piadinhas sobre a morte de alguém, quando essa pessoa não foi importante para você. Admito que achei algumas engraçadas, mas existem horas em que rir é dispensável. Essa pessoa foi importante para mim, para meus olhos infantis arregalados, que não entendiam nada daquela música em língua confusa e muito menos como uma pessoa tenta ir pra frente e vai pra trás. Mas achava o máximo.
Não conheci Michael Jackson como pessoa; mas falei dois posts atrás o quanto a música é importante na minha vida. E, não por coincidência, os versos que ilustraram esse post foi da música Music and Me (o link me foi dedicado pela Jéssica), o primeiro lugar do meu Top 5. Da minha vida inteira, não só das músicas de Michael.
Eu ainda esperava ir a um show dele; era um dos meus sonhos. Só me resta respirar fundo e ficar com o que ele nos deixou: a música. Porque ele pode morrer, mas sua música sobreviverá.
Michael, existiram muitos,
mas nunca verdadeiros amantes
como você e a música.