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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Desafio Literário 2019: #DLdofundodomar

Como em todo ano, em janeiro eu costumo apresentar o Desafio Literário que eu pretendo seguir durante o ano. Este ano, eu comecei a seguir o Desafio Literature-se. Mas, como muita gente gostava dos Desafios mais simples de cumprir, eu resolvi elaborar o nosso anual Desafio Do Fundo do Mar véio de guerra.



Seguem os temas:

1- Contos
Histórias curtas podem ser o primeiro passo para se conhecer um autor. Leia um livro de contos de qualquer autor que você deseje.

2- Assunto polêmico
Drogas, religião, política. Leia um livro sobre algum assunto polêmico.

3- Escrito há mais de 100 anos
Tire a poeira do armário. Um livro antigo pode ser uma excelente leitura.

4- Escolhido pela capa
E aquele livro que você acabou comprando porque gostou da capa? Chegou a hora de começar a ler.

5- Fantástico!
Realismo fantástico, dark fantasy, fantasia urbana, fantasia épica. Leia um livro que desafie a realidade.

6- Música
Vamos animar esse mês com um livro que tenha alguma relação com música. Pode ser ficção ou não ficção.
7- De autor brasileiro
Para provar que não é só o que vem de fora que é bom, afinal temos excelentes livros brasileiros. E ainda lemos sem precisar de nenhuma tradução. Chegou a hora de ler um livro nacional.

8- Escrito por uma Mulher
Virgínia Woolf, Jojo Moyers, Clarice Lispector, J. K. Rowling. Vale qualquer estilo, o importante agora é que a autora do livro seja uma mulher.

9- Adaptado para o cinema
O que é melhor, o livro ou o filme? A gente só vai saber quando ler. Leia um livro que virou filme ou série.

10- Clássico
É sempre bom ler os clássicos. Chegou a hora de conferir por que aquele livro virou referência literária.

11- De um novo autor
É sempre válido ler um autor que está publicando seus primeiros livros. Tem muita gente boa chegando por aí.

12- Distopia
Um futuro imaginário, um passado ou presente em que os personagens vivam em situações de opressão ou privação. Leia um livro que se passe em um cenário distópico.

O Desafio Literário é um método para você se desafiar a ler mais e com mais variedade, através dos temas propostos para cada mês. Você não precisa ler necessariamente na ordem; o objetivo é ler pelo menos doze livros por ano, um livro por tema, um livro por mês. E não valem releituras.

Para participar, basta você fazer sua publicação uma vez por mês (se houver atraso em algum mês, pode postar duas no seguinte) usando a hashtag #DLdofundodomar. Pode ser no Instagram, no Facebook, no seu Blog ou em qualquer rede que você quiser.

Não existem perdedores no Desafio Literário. A intenção é apenas ler.

Boa leitura!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Resenha: O Nome do Vento

Comecei a ler este livro sem nenhuma expectativa. E se tornou uma boa surpresa.

O Nome do Vento é o primeiro livro da trilogia "Crônicas do Matador do Rei", de Patrick Rothfuss. A história se passa num mundo ficcional conhecido como Quatro Cantos da Civilização. O protagonista é Kvothe, um personagem misterioso e muito inteligente, músico, artista itinerante de uma espécie de grupo de ciganos e aprendiz de mago. E, na ocasião do início do livro, taberneiro.

No início do livro, o narrador é em terceira pessoa e nos conta sobre os atuais tempos difíceis e perigosos, onde demônios e saqueadores estão à solta pelas estradas e poucos mantimentos chegam às cidades. Até que um personagem entra na história e se inicia a narrativa em primeira pessoa, em que Kvothe nos conta sua história.

Minha parte favorita é quando ele chega à Universidade e começa a virar uma lenda no lugar. Ele é jovem demais para entrar, mas aprende tudo muito rápido, motivo pelo qual os mestres de lá permitem que ele ingresse na instituição e tenha oportunidade de virar um Arcanista. Nesse meio tempo, ele faz amigos, inimigos, comete muitas imprudências, salva pessoas e vai se delineando, assim, sua fama de herói.

Com a narrativa em duas pessoas, o autor nos oferece uma diversificação de ponto de vista. No narrador em terceira pessoa, ele nos dá uma visão mais real do que se passa. Quando Kvothe começa a narrar, percebemos uma queda na imparcialidade, conforme ele mesmo avisa que vai narrar as coisas do jeito dele.

"As melhores mentiras a meu respeito são as que eu contei"

No entanto, ele é um artista. A narrativa ganha em poesia e envolvimento, porque as impressões do mundo conforme a maneira que Kvothe o enxerga é encantadora. Uma passagem que eu gosto é quando ele descreve a moça por quem ele é apaixonado: ele a chama de linda, mas outro personagem contradiz, afirmando que ela tem nariz torto e que o rosto é fino. E ele rebate, dizendo:

"Somos mais do que as partes que nos formam"

Dessa forma, o Kvothe experiente que conta a história mostra uma sapiência que eu apreciei bastante. Outra parte interessante é quando o jovem Kvothe reclama de algumas atitudes dessa moça e um sábio dono de taberna declara que ele não pode julgar o que uma mulher faz na sua luta para sobreviver. Tentei explicar essa parte para minhas amigas, mas não sei se consegui fazê-las captar direito, porque não estavam inseridas naquele mundo como eu estava.

Não que eu não tenha torcido o nariz para várias outras passagens; por ser uma fantasia épica, somos obrigados a contar com uma realidade de época bastante desfavorável às mulheres. Mas tentei ler sem preconceitos e com o máximo de discernimento.

Então, eu adorei o primeiro volume e ele entra no Desafio como o meu livro "Fantástico". Pretendo ler outras coisas antes de entrar no segundo. E também no spin-off sobre outra personagem, que eu achei bem interessante. Porque não gosto de ler séries de uma vez.

Inclusive, eu disse acima que comecei a ler o livro sem nenhuma expectativa. Menti. Eu esperava que, por ser uma trilogia iniciada há tanto tempo, já teria um final. E não tem. Faz seis anos que o autor finge escrever o terceiro livro. Estou arrasada por ter me metido nessa de esperar por autor de novo.

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E então? Você já leu O Nome do Vento?
Não esqueça de deixar seu comentário.

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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Resenha: A cidade sinistra dos corvos

Sétimo livro da Desventuras em Série, eu comecei a ler A Cidade Sinistra dos Corvos, de Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler), porque queria assistir à segunda temporada da série no Netflix e tinha parado de ler no sexto livro. Não queria ver o episódio antes de ler. Como não foi exatamente adaptado para o cinema (só os três primeiros foram), deixei de fora do Desafio e vou fazer só uma resenha normal.

O enredo não é muito diferente dos outros anteriores. Os três irmãos Baudelaire são entregues a um novo tutor e tudo dá errado por interferência do Conde Olaf. Dessa vez, eles acabam indo para uma cidade que se propõe a ser tutora deles, baseando-se no lema "É preciso uma cidade para educar uma criança". Só que a cidade é cheia de regras desnecessárias, sempre prejudicando de alguma maneira os órfãos. Além disso, eles ainda precisam encontrar os amigos, os trigêmeos Quagmire, que foram capturados pelo Conde Olaf. A única pessoa que torna tudo mais suportável é Hector, um faz-tudo que resolve ajudar, do jeito dele, os órfãos Baudelaire.

Como em todos os livros, mesmo usando o tom engraçadinho característico, o autor faz uma crítica evidente à sociedade, além de várias não muito evidentes. Neste livro, há uma crítica ao sistema judiciário e carcerário. As leis, as regras, o desconhecimento delas, a falta de informação, as punições desproporcionais para crimes pequenos. Assuntos tratados de alguma maneira neste livro.

Algumas pessoas podem achar o livro repetitivo, em relação aos passados. De fato, eles são bem parecidos, os finais semelhantes. Às vezes a paciência acaba. Até a maneira como a história é contada é meio enjoativa, às vezes. Mas a narrativa característica é a grande sacada do Desventuras em Série, é o que traz a ironia. Trata o leitor como criança, mesmo não sendo exatamente um livro para crianças.

Quando você aceita a essência da narrativa, fica mais fácil gostar de livro. E, apesar de toda a repetição e inverossimilhança da história, estou muito curiosa pelo final dela. Mas vou dar um tempo ainda para começar o oitavo livro, o Hospital Hostil.

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E então? Você já leu Desventuras em Série?
Não esqueça de deixar seu comentário.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Resenha: O Conto da Aia

O livro O Conto da Aia (The Handmaid's Tale), de Margaret Atwood, é uma Distopia escrita em 1985 e recentemente adaptada em uma série de TV. A série tem feito muito sucesso e está gravando a sua segunda temporada. Ainda não tenho como dar alguma opinião sobre ela, porque não assisti 😰. Eu queria ler o livro antes, só que terminei faz mais de um mês e ainda não tive tempo de ver a série. Mas assim que conseguir ver, faço um Update aqui.

Mas vamos ao livro.

Nessa distopia, ficamos sabendo que houve um golpe de estado nos Estados Unidos e o poder foi tomado por uma elite fundamentalista com fortes crenças religiosas. Uma das causas é citada como a grande dificuldade em gerar bebês e a consequente redução da taxa de natalidade no país. Então, foi criada a categoria das "aias", mulheres saudáveis e capazes de engravidar. E elas gerariam os bebês dos homens importantes dessa sociedade, uma vez que suas mulheres seriam estéreis.

A história é contada pelo ponto de vista de uma aia, o que torna a narrativa parcial e, muitas vezes, cheia de lacunas. Para dificultar ainda mais, ela não sabia muito sobre o que estava acontecendo para nos informar. Então, ela termina nos contando somente sobre as coisas que ela vive e viveu, na sua vida antes da mudança.

A maneira de narrar, por apenas um ponto de vista bastante limitado, faz com que a história adquira um tom de confusão da realidade distópica, comparável ao livro 1984. Por mais que seja um universo fictício, a autora cria o sentimento desesperador de futuro possível. Ainda mais conhecendo a nossa realidade e a forte tendência conservadora atual, com a eleição de Donald Trump para presidente dos EUA. E, no Brasil, com a polarização política, as manifestações seguidas do golpe que arrancou do Planalto a ex-presidenta, assim como a candidatura a presidente do Brasil daquele-que-eu-não-quero-nomear-para-não-dar-mais-visibilidade. Como já está presente no coração das pessoas que entendem o risco de tais personalidades no poder de alguma coisa que importe pro mundo, você termina o livro com uma grande sensação de medo. Medo do que o nosso capenga estado laico pode se tornar. E o que ele pode nos tornar. As minorias.


Apesar de ser uma Distopia, ele vai entrar no Desafio Literário como "Escrito por uma Mulher". Porque achei pertinente, diante de um enredo tão importante para nós, mulheres. Tirando o fato de que dei muito valor à escrita de Margaret Atwood, no meio de tantas mulheres que ando lendo. Ela conseguiu chamar minha atenção, como autora e como pensadora. Aplausos.

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E então? O que achou da resenha?
Já leu o livro ou assistiu à série? Não esqueça de deixar seu comentário.

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sexta-feira, 30 de março de 2018

5 livros com uma cor no título


E a respeito do nosso Desafio Literário...

Sobre o item "cor no título", a gente tem que procurar um livro com título colorido? Então, não é isso. Até porque todo livro tem o título de alguma cor, mesmo que a cor seja branca, preta ou cinza. Um livro que tenha uma cor no título significa apenas que você precisa ler um livro que tenha o nome de alguma cor no título. Confuso? Nem tanto, né?

Então você se pergunta como vai encontrar um livro bom que tenha o nome de uma cor no título. Pode acontecer de você acabar lendo um livro não muito bom só para cumprir o desafio. Mas podemos evitar isso. Em vez de sair colocando nomes de cores variadas no search do Google, eu vou tentar facilitar as coisas para você. Aqui neste post, vou fazer uma lista de 5 livros bons que têm uma cor escrita em seu título.

Vamos lá:

1. Laranja Mecânica

 Excelente distopia de Anthony Burgess, adaptado para o cinema pelo diretor Stanley Kubrick. Fiz uma resenha do livro, na época em que li. Curiosamente, ele também fez parte de um Desafio Literário, com o tema "Filme ou Livro?".

2. Um Estudo em Vermelho


Um romance policial de Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes. Narra o primeiro caso do famoso detetive, quando o Dr. Watson acaba de se mudar para 221B Baker Street.

3. O Rei de Amarelo

https://grivetart.deviantart.com/art/The-King-in-Yellow-454909840

Livro de contos de terror fantástico, do autor Robert W. Chambers. O livro inspirou autores de diversas gerações, como Neil Gaiman (favorito desta que vos fala), H. P. Lovecraft e Stephen King. Assim como a primeira temporada da série investigativa True Detective. O título do livro faz alusão a uma peça teatral fictícia e a seu personagem central, que é mencionado em quatro dos contos.

4. Antes do Baile Verde


Mais um livro de contos, só que agora realistas. Reunião de narrativas escritas entre 1949 e 1969. É considerado por muitos o livro de contos literariamente mais bem-sucedido de Lygia Fagundes Telles.

5. A Bússola Dourada


Primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo (His Dark Materials), série de fantasia do autor Phillip Pullman. Uma das melhores séries de fantasia que eu já li; logo, podem esquecer aquela adaptação cinematográfica horrível . Este primeiro livro, na minha opinião, demora a engatar, mas depois que você supera a irritação pela protagonista, é maravilhoso.

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"Mas Marina, e o '50 tons de cinza'? Não entra na sua lista?"

Então, eu já li os três livros e não gostei. Não gostei da história, nem da narrativa, nem do estilo de escrita. Achei desnecessariamente longo, achei que três volumes podiam ser só um. E achei também um livro extremamente misógino. Sou totalmente contra a romantização de relacionamento abusivo. Como erótico, tenho indicações bem melhores que ele.

Mas se você tiver interesse em ler, dou o maior apoio! 😊

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E então? Leu algum desses? Tem algum outro livro que deveria estar nessa lista?
Espero que eu possa ter ajudado no seu Desafio.
Até a próxima e boa leitura!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Resenha: O Nome da Rosa

Decidi ler O Nome da Rosa, de Umberto Eco, por causa do filme. Não porque eu vi o filme e achei legal, mas porque eu não queria assistir sem antes ter lido o livro, como fiz com Laranja Mecânica. Porque eu sabia que era um suspense meio Sherlock Holmes e eu não queria estragar a surpresa da resolução sabendo quem era o assassino antes de ler.

Então, eu acabei lendo. Demorei meses pra conseguir terminar. O livro é incrível, sem nenhuma dúvida; mas trabalhoso. Umberto Eco era um grande estudioso medieval, de linguística, especialista em semiótica, e apresenta para nós um cenário super detalhado, uma narrativa rica e vários trechos escritos em latim. E é aí que começa o nosso trabalho. Porque os trechos em latim são importantes para a história. Mas chego nisso depois.

A história se passa na Idade Média, numa abadia italiana que abrigava a maior biblioteca da cristandade. Os personagens são monges e outros membros da Igreja, sendo os protagonistas um velho monge franciscano, Guilherme de Baskerville, e seu "ajudante", um jovem monge chamado Adso. Sherlock Holmes (de Baker Street) e Watson respectivamente.

A trama principal são assassinatos em série e faz bem jus à comparação com Sherlock Holmes, uma homenagem que Umberto Eco fez a Conan Doyle. Só que o livro é cheio de camadas e, além da trama principal, ele abre espaço para discussões sobre as várias facções da Igreja Católica da época, sobre filosofia, sobre a hierarquia da Igreja, sobre os métodos da Inquisição, sobre política, sobre a própria Idade Média. E sobre a biblioteca e seus segredos.

Cena do filme "O Nome da Rosa"


Sobre as passagens em latim: e aí, precisa traduzir? Como eu disse, algumas passagens em latim são muito importantes para entender a história. E não tem nota de rodapé, não tem sempre explicação da frase depois. Se você ler pulando essas partes, vai acabar pulando páginas inteiras e perder o sentido do livro. E é por isso que eu chamei a leitura de trabalhosa. Você pode encontrar a tradução dos trechos em alguns sites, mas muitas vezes vai ter mesmo que colocar no Google Tradutor e traduzir à mão os trechos que não encontrar. Inclusive, a última frase do livro é um dessas frases em latim. Não é um spoiler, é só para dar uma ideia de como você precisa mesmo traduzir o negócio.

Já li algumas resenhas de leitores que me auxiliam sempre para tirar o melhor entendimento dos livros que eu leio e agora eu estou em busca do livro Pós-Escrito a O Nome da Rosa, também de Umberto Eco, onde ele faz algumas observações sobre o livro e o que ele esperava dele. Ainda não li, mas peguei a dica e resolvi compartilhar, já que estou resenhando o livro. Deve ter muita coisa interessante ali.

No final das contas, minha leitura do livro foi bastante satisfatória. É realmente um clássico. Recomendo.

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Item 10: Um livro clássico.
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E aí? Gostou da Resenha? Você leria o livro?
Não esqueça de curtir o post e deixar seu comentário.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Desafio Literário 2018

Como em todo ano, logo no início de janeiro eu costumo apresentar o Desafio Literário que eu pretendo seguir durante o ano. Ano passado, eu propus o Desafio Literário abaixo, mas aconteceu tanta coisa que não consegui seguir nada. Então, este ano me propus a cumprir o mesmo desafio.

Seguem os temas:


1- Contos
Histórias curtas podem ser o primeiro passo para se conhecer um autor. Leia um livro de contos de qualquer autor que você deseje.


2- Assunto polêmico
Drogas, religião, política. Leia um livro sobre algum assunto polêmico.


3- Escrito há mais de 100 anos
Tire a poeira do armário. Um livro antigo pode ser uma excelente leitura.


4- Escolhido pela capa
E aquele livro que você acabou comprando porque gostou da capa? Chegou a hora de começar a ler.


5- Fantástico!
Realismo fantástico, dark fantasy, fantasia urbana, fantasia épica. Leia um livro que desafie a realidade.


6- Com uma cor no título
Vamos colorir o mês lendo um livro que tenha uma cor em seu título. Pode ser em qualquer idioma.


7- De autor brasileiro
Para provar que também temos excelentes autores no Brasil, chegou a hora de ler um livro nacional.


8- Escrito por uma Mulher
Virgínia Woolf, Jojo Moyers, Clarice Lispector, J. K. Rowling. Girl power. Vale qualquer estilo, o importante agora é que a autora do livro seja uma mulher.


9- Adaptado para o cinema
O que é melhor, o livro ou o filme? A gente só vai saber quando ler. Leia um livro que virou filme.


10- Clássico
É sempre bom ler os clássicos. Chegou a hora de conferir por que aquele livro virou referência literária.


11- De um autor iniciante
Também temos que dar uma chance a quem está começando. Tem muito autor bom chegando por aí.


12- Distopia
Um futuro imaginário, um passado ou presente em que os personagens vivam em situações de opressão ou privação. Leia um livro que se passe em um cenário distópico.

O Desafio Literário é um método para você se desafiar a ler mais e melhor através dos temas propostos para cada mês. Você não precisa ler necessariamente na ordem; o objetivo é ler pelo menos doze livros por ano, um livro por tema, um livro por mês. E não valem releituras.

Para participar, basta você fazer sua publicação uma vez por mês (se houver atraso em algum mês, pode postar duas no seguinte) usando a hashtag #DLdofundodomar. Pode ser no Instagram, no Facebook, no seu Blog ou em qualquer rede que você quiser.

Não existem perdedores no Desafio Literário. A intenção é apenas ler mais.

E que comecem os jogos.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Uma curva no tempo

Então, tive que escolher um livro "que faça chorar" para ler. Não tenho o costume de ler livros com essa temática, que me deixa meio down, mas aí foi pedido no Desafio Literário e eu tive que caçar um. Pior, sem nenhuma dica de onde procurar. Não queria ler aqueles que viraram filme "Um dia", "Se eu ficar", "Como eu era antes de você" ou qualquer um de Nicholas Spark. Então, procurei um blog que falasse de livros tristes e escolhi Uma curva no tempo porque gostei da capa.

O livro começa com Rachel, a protagonista, indo a um jantar de despedida do High School com os amigos, antes de todos irem à universidade. É quando acontece um acidente que muda a vida de todo mundo. Cinco anos depois, Rachel ainda sofre as consequências desse acidente e precisa voltar à sua cidade natal, onde tudo aconteceu, para o casamento de uma das amigas. Então algo acontece e ela encontra à sua frente uma vida totalmente diferente, na qual ela pode fazer outras escolhas. Ela só não sabe o que fazer com as lembranças da outra vida.

O livro cumpriu muito bem a sua promessa de me fazer chorar. No começo, apenas me deixou meio melancólica; mas, no final, eu chorei de verdade. É um livro delicado, como sua capa. Depois que terminei, li algumas resenhas e em todas vi os resenhistas dizerem que não esperavam o final. Bem, eu preciso dizer que esperava, desde a primeira pista. Talvez por isso tenha ficado mais, digamos, tranquila. Não sei, eu sempre acho que esperar pelo final tal como ele é me deixa mais focada. Por isso eu sempre digo que não ligo muito para spoilers, porque eles sempre me preparam para o que está para vir e eu posso ler em paz, sem grandes sustos. Mas deste livro, eu não li nenhum spoiler. Foi tudo no feeling.

Se eu recomendo? Não sei. Eu tive bons momentos com ele, mas não diria "leia". Se você gosta de livros que façam chorar e são bastante melancólicos, com um toque de suspense, eu lhe diria para tentar. Mas primeiro que a escrita não me agradou at all, é preciso dizer, e algumas coisas me irritaram. Uma delas foi que quem quer que tenha traduzido não sabe escrever "demais" junto; só escrevia "de mais". Outra é que algumas cenas são cortadas em momentos sem sentido, interrompendo declarações importantes só "porque sim", quando poderiam ter sido melhor desenvolvidas. As cenas mais movimentadas são um tanto confusas e eu tive problemas com as descrições de determinadas cenas, como se não tivessem sido bem idealizadas ou revisadas. Outra coisa foram os sentimentos de Rachel, que muitas vezes não me convenceram. A pessoa vê a realidade perfeita na frente dela e demora um livro inteiro para fazer as escolhas certas? E, convenhamos, podia ser meu noivo ou o que fosse; se eu não lembrasse de nada, nem Rodrigo Hilbert ia me beijar. Enfim, acho que o livro passa com uma nota 6, talvez.

Então, cortamos mais um item do Desafio. Vamos ao próximo.

Vocês já leram esse livro? O que acharam?

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Resenha para o Desafio Literário de 2016, com o tema: "que faça chorar". Para saber mais sobre o Desafio, clique aqui e participe.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Alguém vai me matar se eu disser que achei Harry Potter and the Cursed Child, o oitavo livro de Harry Potter, uma grande bosta? Sério, gente. Não é segredo para ninguém que eu sou uma grande fã da série e todo mundo que me segue aqui sabe disso. E talvez por isso mesmo eu tenha achado o livro tão ruim.

A história é escrita em formato de peça, é claro, isso você já sabe. Para mim, tira metade da graça, mas vamos lá. E se passa logo após o epílogo do sétimo livro, quando o filho de Harry, Albus Severus (ow, nome triiiiste), vai estudar em Hogwarts. Você vai até curtindo no início, até porque é apresentado ao único personagem realmente interessante no livro inteiro: Scorpius. Mas aí alguém menciona um vira-tempo que está perdido por aí, em algum lugar, e você perde totalmente as esperanças.

Fora isso, eles mudaram a personalidade de alguns personagens. Harry faz coisas que não combinam em nada com seu caráter, assim como Hermione e Draco. E Ron é reduzido ao papel de alívio cômico. Acho que ficaram sem saber o que fazer direito com ele. Sem falar que Albus Severus é um personagem tão chato quanto seu nome.

Apesar disso tudo, tenho que admitir que tive algumas surpresas boas. Não dá para contar sem dar spoiler, mas digamos que um personagem que havia morrido faz uma aparição, uma participação especial. Eu fiquei feliz com essas poucas e nostálgicas páginas. Tenho certeza que muita gente ficou também.

Para mim, o livro ficou no nível de uma fanfiction. E depois eu descobri que, na verdade, é realmente uma fanfiction. Não foi J. K. Rowling que escreveu; ela só contribuiu em alguma coisa e aprovou o resultado. O que me leva a questionar por que ela mesma não escreveu, já que até adaptação em filme estão cogitando fazer. Eu sei, ela está rica e não precisa escrever mais nada na vida, se não quiser. Mas que eu gostaria, eu gostaria. Um livro dos marotos ou um livro sobre Dumbledore não seria nem um pouco ruim, né não?

No final, não é questão de recomendar o livro ou não. Quem é fã vai ler. Tem gente que até gostou e deve estar me xingando nesse momento. Bem, foi mal aí, gente. Mas o livro é bem ruim.

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Resenha para o Desafio Literário de 2016, com o tema: "sobre magia". Para saber mais sobre o Desafio, clique aqui e participe.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

7 livros para ler ainda este ano

Setembro. E só aí a gente percebe que o ano deve estar apostando corrida contra Usain Bolt. E, apesar de agosto ter empacado um pouco, durando uns 4 meses, 2016 está vencendo.

Mas, então, a quantas anda o nosso Desafio Literário? O meu está indo até bem, apesar de ter se atrasado bastante em meados de março por conta do meu livro. Mas aí dei uma acelerada e, no final das contas, só restam seis livros para ler e concluir o desafio.

Como só faltam seis, vou listá-los pelas categorias do Desafio e selecionar mais um de bônus, para completar a lista de Sete. Então, vamos lá:

1. De distopia: A Torre Acima do Véu - Roberta Spindler

2. Clássico: As Intermitências da Morte - José Saramago

3. Que faça chorar: Uma Curva no Tempo - Dany Atkins

4. Em outro idioma: The Sandman - Overture - Neil Gaiman

5. De ficção científica: O homem do Castelo Alto - Philip K. Dick

6. De suspense: O Nome da Rosa - Umberto Eco

7. Bônus: A Metamorfose - Franz Kafka

Apesar da lista ser quase certa, gostaria de explicar que eu sou extremamente volúvel com livros e essa lista pode facilmente mudar daqui pro final do ano, dependendo do meu humor. Mas estou confiante que, pelo menos, vou conseguir terminar o Desafio dessa vez. Vamos torcer.

E você, gosta de Desafios Literários? Está fazendo algum?

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Essa postagem faz parte do Top 7 do grupo Blogs Up.

https://www.facebook.com/groups/blogsup/

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

The Velvets

The Velvets é outro livro que eu encontrei no Wattpad. E que não está mais no Wattpad, porque a autora, Ana Aguiar, já tirou de lá e publicou em ebook, na Amazon. Ele vinha fazendo uma grande sucesso na plataforma, com mais de 300 mil leituras, e agora está alçando voo para outros horizontes. Quem sabe em direção a uma publicação em paperback? Como acompanho o livro há muito tempo, me sinto até um pouco orgulhosa. Hehe. Coisa de gente besta.

The Velvets é um romance adolescente, mas também meio adulto (já que envolve sensualidade e fala bastante em sexo), que se passa em Londres e tem como palco principal um colégio chamado West Newton. Samantha, a protagonista, é uma menina de 16 anos que teve que passar dois anos em outro país devido a um "escândalo" em sua vida. No último ano do High School, ela retorna mais forte e reencontra os amigos e os não-tão-amigos. Até aí, nada de novo. O fato é que ela tinha uma banda de hard rock chamada The Velvets. Com o novo projeto de que sua escola está participando, um reality show de batalha entre bandas, programa que deverá ser exibido no país inteiro, Samantha decide reunir a antiga banda e, juntamente com os amigos Carter e Alex, participar do jogo. Só tem um problema: o antigo guitarrista e também o cara que arruinou a sua vida, David Young, também vai participar e, para desespero de Samantha, a banda dele é muito boa.

Uma coisa interessante que eu percebi ser comum no Wattpad é que, assim como em fanfictions, os autores costumam escolher um dreamcast, ou seja, um elenco de atores reais para o livro. No The Velvets, Samantha é Selena Gomez (antes era Kristen Stewart, mas ainda bem que Ana mudou, acho aquela atriz insuportável) e David é Aaron Taylor-Johnson. Achei legal a escolha do dreamcast de David porque Ana conseguiu usar dois filmes que Aaron fez, Kick-Ass e Nowhere Boy, para montar o personagem. Primeiro como nerd, depois como músico.


O livro é imenso, com mais de mil páginas no ebook. Fico imaginando como ele seria em paperback, se teria que editar muita coisa, pra não virar um tijolão. O segundo volume, que a autora chama de Segunda Temporada, como uma série, ainda está sendo escrito e postado no Wattpad. Por enquanto, eu não posso dizer muita coisa sobre ele, porque ainda não consegui começar de verdade. Sempre termino esperando que se acumule alguns capítulos para poder ler e não ficar na mão, mas neste caso foi falta de tempo mesmo.

Como eu sempre digo, sou a favor de valorizar livros e escritores brasileiros. Ana Aguiar é uma autora que vai longe, com seu talento na escrita e na concepção de cenas e cenários. Quem aprecia romances adolescentes, deveria dar uma conferida nos seus livros. Alguns deles ainda estão em fase de criação, no Wattpad. E eu, que acompanho a maioria deles, recomendo de coração.

E sobre The Velvets: é um livro que não dá para parar de ler. Mesmo para mim, que costumo ler mais fantasia e clássicos. O negócio é não ter preconceitos, é conseguir entrar em vários tipos de cenários diferentes e ter várias idades diferentes. A gente é bem mais feliz assim, sem amarras e sem preconceitos. A imaginação vai longe.

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Resenha para o Desafio Literário de 2016, com o tema: "escrito por uma mulher". Para saber mais sobre o Desafio, clique aqui e participe.

terça-feira, 26 de julho de 2016

O Cavaleiro Inexistente

Ítalo Calvino é, juntamente com Gabriel García Márquez, um autor de realismo fantástico que eu adoro. Mas eu confesso que empaquei demais neste livro. Não sei por que, talvez porque ele começou a se ater demais a detalhes do dia-a-dia da guerra ou porque eu estava sem tempo; escrevendo demais e lendo coisas referentes ao meu livro. Mas o fato é que eu só comecei a me empolgar na leitura da metade pro final. No fim, acabei demorando mais que o esperado para terminar.

A história fala sobre Agilulfo Emo Bertrandino dos Guildiverni e dos Altri de Corbentraz e Sura. Ele se torna cavaleiro ao defender a honra de uma donzela e decide entrar para o exército francês de Carlos Magno e ir às Cruzadas lutar contra os infiéis. Só tem um porém: ele não existe. O que existe é uma armadura branca e reluzente, mas oca. Agilulfo, porém, é aquele soldado perfeito, que executa todas as atividades com maestria, extremamente metódico, educado, que sabe tudo sobre minúcias militares. O cavaleiro perfeito. Só que não existe.

Quem narra a história dele é uma freira chamada Teodora, que mora em um convento e cuja missão na vida é escrever este livro. As observações dela são engraçadas, às vezes, como quando ela fala sobre Bradamante, uma mulher que luta no exército de Carlos Magno. Bradamante é admirada por todos os cavaleiros e já esteve com vários homens, mas ela se apaixona por Agilulfo, o cavaleiro inexistente. Então, a observação da irmã é de que “acontece que, quando uma mulher já se satisfez com todos os homens existentes, o único desejo que lhe resta só pode ser por um homem que não existe de jeito nenhum…”.

A ironia de Calvino, por meio da irmã Teodora, pode ser vista em várias passagens, como a que eu citei acima. Também quando afirma que Agilulfo, por ser aquele um perfeito cavaleiro, termina sendo antipático ao resto do exército. A perfeição afasta as pessoas, é quase como um defeito. Agilulfo despreza tudo que não é feito minuciosamente, assumindo uma posição de desdenhosa superioridade, o que acaba irritando os companheiros.

A história também é cheia de metáforas. Como a do próprio cavaleiro: um invólucro que existe somente pelo seu objetivo, pelo que faz, pela sua missão, e não por sua essência. Como se fosse uma crítica a muitas pessoas de hoje, que não procuram cultivar o "ser", mas apenas o "fazer". Pessoas que se perdem em seus trabalhos e deixam de viver, de ser alguém, para ser um número na multidão. É interessante fazer esses paralelos à medida que a gente vai lendo.

O Cavaleiro Inexistente é um livro curto e rápido de ler. Divertido, sarcástico, interessante. Para mim, que gosto de histórias belas, achei que faltou alguma coisa para me fazer mergulhar. Mas é um gosto pessoal que não desmerece em nada o livro. Recomendo.

"Até que ponto é possível encontrar um sentido para a literatura a não ser fora dela?"


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Resenha para o Desafio Literário de 2016, com o tema: "de autor estrangeiro". Para saber mais sobre o Desafio, clique aqui e participe.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Magnus Chase e a Espada do Verão

Sim, mais uma série de Rick Riordan. Antes de tudo, preciso dizer a todos aqueles que nunca leram Percy Jackson, mas viram o filme, que esqueçam o que viram. Acho que esse está na lista de piores adaptações que já fizeram, perdendo talvez para a da Bússola Dourada, primeiro volume das Fronteiras do Universo de Philip Pullman, cujos livros são maravilhosos. Rick Riordan tem escrito várias séries sobre mitologia adaptadas para a nossa época; mitologia grega, greco-romana, egípcia e agora nórdica. Parece que está escrevendo mais uma com os gregos e ainda escreveu alguns contos que misturam os heróis. Mas vale dizer que Magnus Chase não é mais do mesmo. Explico já.

Magnus Chase é um semideus, filho de um deus nórdico e primo de uma semideusa conhecida de quem já leu as outras séries de Riordan. Ele não esperava muito da vida; morava na rua, tinha dois amigos mendigos, e seu objetivo de vida era conseguir não passar fome. Então, ele acaba invadindo a casa do tio dele e se depara com uma história muito mirabolante sobre deuses nórdicos, lobos, Thor e, em vez de duvidar de toda essa história da carochinha, ele começa a achar que tudo faz sentido.

O diferencial dessa série é que Magnus não é nenhum herói. Ele não sabe lutar, nem tem interesse em aprender, nem gosta do lugar em que foi colocado. Nem acha que merecia ter ido pra lá. Ele só queria ser um menino comum, sem precisar lidar com lobos, deuses e os nove mundos da árvore da vida. Sendo assim, o livro acaba sendo bem mais descritivo, mais cheio de sarcasmo, títulos dos capítulos mais significativos e de outros elementos engraçados da narrativa de Magnus. Pessoalmente, eu ri bastante, até mesmo por causa das referências atuais, mas prefiro o estilo dos livros de Percy Jackson. Magnus não perde nada em relação a conteúdo, plot, desafios, personagens. Então é só uma preferência mesmo.

É um Y.A., o velho e bom infanto-juvenil. Então, como eu sempre digo, não vá ler esperando grandes filosofias. Mas é um livro divertido. Todo ano, em todos os meus desafios literários, eu acabo colocando um Rick Riordan no quesito "divertido". Distrai bem, não cansa, é bem humorado. Além disso, tem uma coisa muito interessante que Riordan faz, que é lidar com minorias. Os semideuses em geral têm TDAH, as mulheres são sempre fortes, o protagonista de uma das séries é negro, um personagem muito importante da outra é gay, outro é metrossexual, outro é surdo-mudo. E Magnus Chase é órfão e menino de rua. Tudo bem que ele termina descobrindo que tem um pai, que é um deus fodão, mas o fato de lidar com essas minorias faz os livros serem especiais.

Só é chato que é uma série que ainda não acabou de ser escrita, então temos que esperar a continuação. Mas o que é uma espera de um ano, para quem já esperou quatro livros de Harry Potter? E para você, que espera eternamente o próximo Game of Thrones?

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Resenha para o Desafio Literário de 2016, com o tema: "divertido". Para saber mais sobre o Desafio, clique aqui e participe.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Emparedada da Rua Nova

Este é um dos livros que estava na minha meta do ano passado e eu acabei terminando este ano. Como eu já disse, acabei não lendo metade do que eu gostaria em 2015; mas, então, acabei colocando os livros inacabados todos para as metas deste ano. E seguimos em frente.

A Emparedada da Rua Nova é um romance de Carneiro Vilela - escritor pernambucano e fundador da Academia Pernambucana de Letras - ambientado no Recife de 1864 e foi há uns dois anos usado como base de uma minissérie da Globo chamada "Amores Roubados". Não cheguei a assistir à série, porque nem sempre tenho muita paciência para acompanhar programas na televisão, mas ouvi falar muito bem. Inclusive, foi lendo uma resenha sobre ela que me despertou a vontade de ler o livro. Diferentemente do livro, a série se passa nos dias atuais, no sertão do Nordeste. Depois de ter acabado de ler, eu fiquei bem curiosa sobre como conseguiram adaptar para o presente as questões mais temporais da história. Qualquer dia, pretendo procurar e assistir de uma vez só.

Mas voltando ao livro: Trata-se de uma trama meio mórbida, mas extremamente bem escrita, em que Carneiro Vilela (dei muito mais valor por ser meu conterrâneo e nós, recifenses, somos extremamente bairristas) conversa a hora toda com o leitor, confessando ter pego algumas lendas urbanas locais, alguns costumes esquisitos, um pouco de sarcasmo, adicionou uma história metade verídica, metade vinda de boatos, e construiu seu romance assim, como uma colcha de retalhos, sem respeitar nenhuma ordem cronológica. A história começa com o caso quase todo resolvido: com a manchete no Diário de Pernambuco sobre a descoberta do cadáver de um homem num engenho, no município de Jaboatão. Seguem-se acontecimentos que tiveram parte um pouco antes desse fato; depois a história vai voltando e sendo contada de trás para frente. Começam a se apresentar personagens e, só depois, acabamos sabendo quem é o tal cadáver e como se deu a morte dele. Depois disso, desenrola-se um epílogo e só nas últimas páginas dessa última parte é que se acaba deixando tudo claro.

Com o evidente objetivo de fazer uma grande crítica, ou várias, à sociedade falsa moralista da época, os personagens são todos construídos com grandes falhas de caráter e com muito apego pelas aparências e pelo dinheiro. OK, até aí, nada de novo; nessas horas é que se percebe o quão pouco evoluímos nesse aspecto. Mas havia coisas bem específicas, como a educação religiosa das mulheres em colégios católicos e na opinião do autor sobre a pouca ou nenhuma condição desses colégios em educar propriamente essas mulheres, questão bastante frisada no livro. Para não falar muito mais, o livro pintou um quadro sobre o Recife no século XIX, suas paisagens, suas festas, seus costumes: a parte mais bela nessa história tão macabra.

É preciso dizer que houve uma coisa que me irritou muito: a maneira como o autor lida com as reações das mulheres às situações traumáticas. Eu não vivi em 1864, mas, por favor, que bando de mulher mole pra desmaiar por nada era aquela? Fora a outra, que levou um susto e acabou tendo febre e delirando durante uns três dias. Será que a síndrome vasovagal, presente na minha família, está assim tão presente nos genes das famílias recifenses, ao ponto de virar história? Ou é somente Carneiro Vilela sendo sarcástico sobre a fragilidade das mulheres superprotegidas da alta sociedade? Porque as caboclas e as escravas, nenhuma delas sofreu nada parecido.

Dito isso, só preciso dizer que é um livro excelente, principalmente para quem está procurando bons livros de literatura brasileira, literatura recifense, com temas locais. Para aqueles que nunca dão chance aos autores brasileiros, só posso dizer que estão perdendo de admirar a língua portuguesa brasileira em sua plena majestade, com suas belas expressões regionais e sem passar por traduções. Sério, é de chorar de orgulho. Ou talvez eu seja somente uma recifense muito bairrista.


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Resenha para o Desafio Literário de 2016, com o tema: "de autor brasileiro". Para saber mais sobre o Desafio, clique aqui e participe.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Desafio Literário 2016

Antes de tudo, preciso dizer que não cumpri nenhum dos desafios literários dos anos anteriores. Não faço a mínima ideia de se este ano será diferente, mas as resoluções e a intenção de tentar está sempre presente nos inícios de ano, não é mesmo? Este ano não poderia ser diferente, então começo com a confiança de que vou terminar este desafio. Mesmo porque será com metade do número de livros do ano passado.

Este é o Desafio de 2016 do Do Fundo do Mar; um desafio que eu mesma lancei, para todos que quiserem participar e para mim mesma. Depois de apenas seguir desafios de outros blogs, resolvi fazer um só nosso, um mais simples e objetivo. Fiz isso porque saí procurando na internet e só achei desafios grandes, de mais de 30 livros, e até uns mais exigentes, do tipo "um livro que tenha uma vela na capa". Fora um que, entre os itens, tinha "um livro que você não entendeu o final". Bem, como eu vou saber que não vou entender o final, se eu ainda não li? Como vou escolher esse livro para ler, SE EU AINDA NÃO LI?

Então, diante das dificuldades, resolvi eu mesma promover um desafio. Vamos à nossa lista:


Como participar?

  • Comece divulgando a imagem do Desafio em seu blog, Instagram, Facebook, Twitter, Skoob, vinculando a esta postagem, para que outras pessoas também possam participar.
  • Ler um livro correspondente a cada item.
  • Não valem releituras, o livro tem que ser lido pela primeira vez. O Desafio tem o objetivo principal de aumentar a nossa quantidade de livros lidos.
  • Fazer uma resenha sobre cada livro, ou apenas postar uma foto, ou dar uma opinião.
  • Não esqueça da hashtag #DLdofundodomar, ou de fazer um comentário aqui no blog, ou de me marcar ou marcar a Fanpage de alguma maneira, para que eu possa saber da sua participação.  
  • Se não quiser resenhar, ou postar em alguma rede social, apenas comente aqui ou em outro post sua opinião. Se não quiser participar, apenas leia. Leia sempre.

E aqui começamos mais um ano literário. O que acharam dos temas? Convido todos a participarem. E um feliz 2016!

Outra imagem: