sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Desafio Literário 2018

Como em todo ano, logo no início de janeiro eu costumo apresentar o Desafio Literário que eu pretendo seguir durante o ano. Ano passado, eu propus o Desafio Literário abaixo, mas aconteceu tanta coisa que não consegui seguir nada. Então, este ano me propus a cumprir o mesmo desafio.

Seguem os temas:


1- Contos
Histórias curtas podem ser o primeiro passo para se conhecer um autor. Leia um livro de contos de qualquer autor que você deseje.


2- Assunto polêmico
Drogas, religião, política. Leia um livro sobre algum assunto polêmico.


3- Escrito há mais de 100 anos
Tire a poeira do armário. Um livro antigo pode ser uma excelente leitura.


4- Escolhido pela capa
E aquele livro que você acabou comprando porque gostou da capa? Chegou a hora de começar a ler.


5- Fantástico!
Realismo fantástico, dark fantasy, fantasia urbana, fantasia épica. Leia um livro que desafie a realidade.


6- Com uma cor no título
Vamos colorir o mês lendo um livro que tenha uma cor em seu título. Pode ser em qualquer idioma.


7- De autor brasileiro
Para provar que também temos excelentes autores no Brasil, chegou a hora de ler um livro nacional.


8- Escrito por uma Mulher
Virgínia Woolf, Jojo Moyers, Clarice Lispector, J. K. Rowling. Girl power. Vale qualquer estilo, o importante agora é que a autora do livro seja uma mulher.


9- Adaptado para o cinema
O que é melhor, o livro ou o filme? A gente só vai saber quando ler. Leia um livro que virou filme.


10- Clássico
É sempre bom ler os clássicos. Chegou a hora de conferir por que aquele livro virou referência literária.


11- De um autor iniciante
Também temos que dar uma chance a quem está começando. Tem muito autor bom chegando por aí.


12- Distopia
Um futuro imaginário, um passado ou presente em que os personagens vivam em situações de opressão ou privação. Leia um livro que se passe em um cenário distópico.

O Desafio Literário é um método para você se desafiar a ler mais e melhor através dos temas propostos para cada mês. Você não precisa ler necessariamente na ordem; o objetivo é ler pelo menos doze livros por ano, um livro por tema, um livro por mês. E não valem releituras.

Para participar, basta você fazer sua publicação uma vez por mês (se houver atraso em algum mês, pode postar duas no seguinte) usando a hashtag #DLdofundodomar. Pode ser no Instagram, no Facebook, no seu Blog ou em qualquer rede que você quiser.

Não existem perdedores no Desafio Literário. A intenção é apenas ler mais.

E que comecem os jogos.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

2018

Olá, queridos leitores e amigos!

coração da minha janela
 
Mais um ano se inicia e, com ele, mais um ciclo se encerra. Vamos torcer para que este ciclo que se encerra seja o grande vácuo que este blog se tornou 😰.

Faz algum tempo que tenho ficado longe do blog, longe da escrita em si, sem conseguir parar para organizar as coisas por aqui, dar uma atenção especial, pensar criativamente e escrever. É sempre muito trabalho, muita coisa para organizar na vida real, as contas para pagar. A gente termina deixando de lado o que, mesmo que seja importante e a gente ama, não é tão necessário assim. Infelizmente o blog é uma dessas coisas que ficou escanteada.

De toda maneira, como sempre, começo de ano e tal... Podemos sempre recomeçar 😊. E as coisas por aqui vão mudar um pouco.

Os posts agora serão semanais, sempre às sextas-feiras a partir das 18h. E em cada semana do mês, teremos um tema diferente: teremos os habituais textos autorais (contos, crônicas e pensamentos), resenhas, algumas blogagens coletivas, novidades e dicas de leitura ou de escrita. E às vezes uma conversa mesmo, como esta que estamos tendo agora. Mas a grande novidade é que teremos escritores convidados aparecendo por aqui de vez em quando.

E, é claro, temos também o nosso Desafio Literário 2018.

O Desafio Literário é uma maneira de ler mais e de ler livros de gêneros diferentes do que estamos habituados. De pesquisar coisas novas e se permitir conhecer um novo autor. Ou até mesmo ler as mesmas coisas, mas que se encaixe nos temas sugeridos pelo desafio.

E é isso. Minha proposta é que este ano seja melhor que o passado, tanto na parte de leitura quanto na parte de escrita. Inclusive, estou escrevendo meu novo livro, que era para sair ano passado, mas acabei deixando pra lá também 😬. Meu primeiro livro foi concluído em 2016, vamos ver se o segundo sai agora em 2018.

E que se inicie o ano. Feliz 2018 para vocês!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Qualquer coisa


Necessidade. Como aquela de ir ao banheiro, depois de uns copos de cerveja. A urgência que nos faz usar mesmo aquele banheiro químico dos carnavais de rua. Sinto-a em todos os segundos que passo sem escrever. Já fazem longos segundos. Longos dias. Longos meses.

Todo artista tem uma necessidade quase primitiva de criar. O escritor não é diferente. Mas criar nunca é fácil. Exige tempo, exercício, constância. As ideias não faltam, a inspiração não some, mas se perde a noção para reconhecê-las, alcançá-las e transformá-las em algo. Isso se adquire com prática. Como qualquer exercício.

Este é um exercício. O início de um, com pouco peso e quase nenhuma intensidade. Um ato de escrever qualquer coisa, pegar o papel e sair discorrendo. Metalinguagem ajuda. Escrever essas linhas já ajuda. É um começo. Tudo precisa de um ponto de partida.

Começar. Prosseguir. Nunca parar.

Porque preciso escrever. Qualquer coisa serve.


Imagem: GettyImages

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Momentos e música*

Uma vez, alguém me disse: "não associe uma música a alguém" e eu sempre soube que essa pessoa tinha razão. Mas é difícil; a gente termina associando tudo nessa vida e eu sou dessas que associa tudo a música. Então basicamente esse é um desafio que eu nunca cumpri. E esse é um dos motivos pelos quais eu choro por tudo, por nada. Esse e o fato de eu ser mole mesmo. O problema é que, por já ter nela meio intrínseco esse componente emocional, a música meio que preenche as lacunas de sentimento que falta. Aí a gente traz para junto, para dentro, para a vida. Associa. Perde e chora.

Uma vez, aconteceu de eu gostar muito de uma pessoa que me emprestou um CD. Só que a pessoa não gostava tanto assim de mim e isso foi bem ruim. Foi embora, mas as músicas do CD ficaram. Passei muito tempo para conseguir dissociá-las da pessoa, ainda mais porque elas só falavam em sentimentos fortes, amor e perda. Consegui, enfim, desligar as músicas da pessoa, mas elas ficaram irrevogavelmente ligadas àquele momento.

Hoje, eu sinto um grande carinho pelas músicas. Hoje, elas não machucam. Acho que ligar música a momentos faz essa coisa de associar música a pessoas daquele momento ser mais suportável. Momentos criam saudades saudáveis, fazem parte da nossa vida e, mesmo que doa, a dor ameniza e a lembrança fica. A música fica e adquire um sabor melancólico. A música fica com o momento e permanece. E os momentos são nossos. As pessoas, elas não são de ninguém.
"And the songbirds are singing

like they know the score"


Imagem: Flickr - Creative Commons
Música: Songbird
*Texto publicado em 2014

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Um cAUso

Dizem que cachorros sentem as nossas emoções e agem de acordo com elas. Ouvi uma pessoa falar sobre isso hoje e lembrei de um episódio que aconteceu comigo, há alguns anos.

Fazia apenas alguns dias que Willy, meu yorkshire, tinha acabado de morrer. E eu fui visitar meu primo, que tinha um cachorro. Por acaso, ele também era um yorkshire e já tinha esbarrado com o meu em algumas ocasiões, na praia. Na mesma hora eu lembrei de Willy e fiquei bem triste. Existe uma espécie de vazio que um bichinho deixa na gente e não é facilmente preenchido.

Eu conhecia o cachorrinho do meu primo e sabia que ele tinha uma personalidade bem diferente de Willy, que era amigável com estranhos. O york dele era manso, mas não era de fazer festinha ou ser carinhoso com quem não era o dono.

Só que, neste dia, algo aconteceu. Eu estava sentada numa cadeira e o cachorro olhou para mim, que tentava fazer um carinho nele, já sabendo que seria ignorada. Então, ele pulou no meu colo. E suportou o carinho por algum tempo, até que desceu. Meu primo ficou confuso, dizendo que não era do feitio do cachorro. Mas ele foi o primeiro a entender:

- Cães sentem quando a gente está triste - ele disse. - Eles entendem.

E é verdade, ele entendeu. Entendeu o vazio que havia e que ele podia aliviar me dando um segundo do carinho dele.

E ele me deu.

Willy