domingo, 18 de maio de 2014

Top 5 amores platônicos famosos

"Meme de maio dos Rotaroots: "5 amores platônicos famosos". Quem nunca se apaixonou por alguém que jamais será correspondido, não é mesmo? O tema de hoje são famosos que você se apaixonou ou poderia se apaixonar, ou que você tem um crush/carinho especial. Pode ser famosos reais ou personagens."

Todo mundo teve um amor platônico na infância; aquele menino ou menina que você sempre admirou por algum motivo e a quem você nunca teve coragem de se declarar. Ou vontade realmente; na minha visão, amor platônico de verdade é aquela paixãozinha que você gosta de sentir só por sentir e, que se for declarada, deixa de ser aquele sentimento único para ser outro. Amor platônico é a admiração, um sentimento de mão única, de si para si, sem as complicações do "ser correspondido".

Ao longo da minha vida, tive alguns amores platônicos "ao vivo" e vários "famosos", daqueles que você cola pôsteres pelo quarto, ou que fica admirando naquela série que você não perde nunca. Depois de abandonar vários e pegar abuso de alguns, os amores mudaram e os valores também. Se antes eu gostava de alguém só por ser bonito, hoje dou mais valor a coisas como, sei lá, senso de humor. Depois de dar uma olhada na minha vida, fiz a minha lista de amores platônicos famosos atuais, num Top 5:

5. Johnny Depp

Meu ator preferido desde que fez Don Juan de Marco, mas conseguiu seu posto de amor platônico depois de Jack Sparrow, o pirata alcoólatra e cheio de trejeitos de Piratas no Caribe. Ele não é liiindo (já foi), pelo menos eu não acho, mas ele tem alguma coisa. Fico rindo quando vejo ele sentado na plateia, na cerimônia do Oscar, todo entediado, infelizmente nunca tendo ganhado nada. Fora que ele tem uma banda, que eu não curto muito, mas, né... #MariaPalheta



4. Michael Moscovitz

OK, esse é um amor mais antigo, da época em que era romântica e comecei a ler o Diário da Princesa, pelo menos uns 10 anos atrás. Mesmo porque, hoje em dia, acho a autora bem fraquinha. Acontece que, depois de aaanos sem pegar nenhum chick-lit para ler, terminei encontrando as duas últimas edições do Diário e comprei. E me lembrei do quanto eu era apaixonada por Michael Moscovitz, de como ele era super inteligente, engraçado, tinha uma banda e de como ele aguentava as chatices e inseguranças da protagonista chata. Mereceria um troféu, se fosse real. Mas duvido que exista um Michael Moscovitz vagando por aí.


3. Dr. Spencer Reid

Dr. Reid é um personagem da série Criminal Minds. Desde que vi o primeiro episódio que eu adoro o personagem. Ele é um nerd, que acabou o ensino médio aos 12 anos e entrou na universidade aos 13. Tem QI de 187, memória fotográfica e consegue ler 20 mil palavras por minuto. Minha mãe também assiste à série e me chama sempre que está passando algum episódio em que ele se destaca mais. Ele é sempre o responsável pelas cenas mais engraçadas e não porque ele seja engraçado, mas porque, depois de tanto lidar com livros e pesquisas em geral, ele é meio inocente, tipo um Sheldon, de The Big Bang Theory.


2. Paul McCartney

Músico preferido da minha banda preferida. Apenas. Houve um tempo em que eu gostava igualmente de John Lennon, mas acho que isso foi antes de ir ao primeiro show de São Paulo, em 2010. Chorei muito quando ele cantou "The long and winding road", a melhor música do mundo. Mas ele também fez "Golden Slumbers", "Hey Jude" e "Oh, darling".


1. Sirius Black
Imagem: Art Dungeon
O do livro, não o do filme. Apesar de eu gostar bastante de Gary Oldman, acho que ele tem muita cara de Comissário Gordon pro meu gosto (eu seeei que o primeiro Dark Knight foi lançado 4 anos depois). Já deu para ver que sou daquelas fãs velhas e rabugentas, que leu os livros anos atrás e que não se agradou de quase nada nos filmes, apesar de ter visto todos assim que saíram no cinema. Mas olha, depois de alguns anos negando a legitimidade dos filmes, eu até aceitei melhor que são adaptações e me divirto assistindo. O problema com Sirius é que Gary Oldman não conseguiu passar para as telas o bad boy Sirius; a rebeldia, o sarcasmo e a diversão que eu li no personagem, quando me apaixonei por ele. Acho que foi a única escolha do elenco que ainda não aceitei totalmente, talvez por amar demais a imagem que eu criei na minha cabeça.


Essa foi a lista que consegui fazer agora, anos depois de abrir mão de todos os amores platônicos "ao vivo" por um real de verdade, e agora quase voltando à adolescência para guardar os amores famosos atuais e os que nunca se foram. Tenho quase certeza de que vou me arrepender de ter esquecido alguém muito importante, mais tarde. (Update: Benedict Cumberbatch, COMO ASSIM ESQUECI DO MELHOR SHERLOCK HOLMES DO MUNDO?? Ah, deixa pra lá.)


Essa postagem faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros que pretende resgatar os bons tempos do mundo dos blogs. Faça parte do grupo do Facebook e se inscreva no Rotation.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Bichos: Até Mais, e obrigado pelos peixes!

Para o desafio deste mês, cujo tema é “Bichos”, decidi ler “Até mais, e obrigado pelos peixes!”, 4º livro da série do Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Escolhi este livro porque já tinha lido os três primeiros e pretendia terminar a série. Disse pretendia porque não sei se pretendo mais. Os dois primeiros livros foram, para mim, meio que amor à primeira página; mas não posso dizer o mesmo do terceiro e do quarto.

O livro conta o retorno de Arthur à Terra, que, ninguém sabe como, voltou ao seu lugar e ao momento de onde tinha parado, quando foi destruída pelos Vogons. Então, o livro inteiro se passa na Terra, contando como o personagem mais chato da série — que por um infeliz acaso vem a ser o protagonista — volta à sua casa, depois de oito anos no espaço. É claro que Arthur foi criado para ser um personagem certinho, britânico, chato e, por isso mesmo, ser engraçado o fato de justamente ele ter sobrevivido à destruição da Terra e ter ido parar no espaço. Só que não é nada engraçado, nem mesmo interessante, quando ele volta pra casa e tenta recomeçar a vida normal, por menos normal que ela seja agora.

O terceiro livro já é chato o bastante, mas pelo menos se passa no espaço e tem aquelas curiosidades sobre o universo que Douglas Adams inventava, o que torna o livro suportável. Neste 4º livro, quase não existem essas curiosidades, só uns poucos verbetes do Guia do Mochileiro, a dúvida sobre o que aconteceu com a Terra, que voltou, e uma história romântica. Fora que não aparecem mais os outros personagens: Zaphod Beeblebrox, nem Trillian; Ford Prefect aparece pouco e Marvin, o melhor personagem, aparece em UMA cena. Talvez a cena que faz o livro valer um pouco a pena.

Não sei, acho que o livro era mesmo para ser assim, diferente dos outros, mas confesso que eu não gostei. Pareceu-me que a criatividade acabou, que não houve mais o que explorar naquele universo. Talvez, um dia, eu leia o 5º — e último, pelo menos dos escritos por Douglas Adams, porque fiquei sabendo que Eoin Colfer, autor da série Artemis Fowl, escreveu um 6º: “E tem outra coisa”. Nada contra outros autores darem continuidade a séries famosas, mas eu li o primeiro volume de Artemis Fowl, muitos anos atrás, e odiei. Nunca entendi como a série está por aí, fazendo o maior sucesso.

No mais, foi muito triste não ter gostado do livro, porque gosto muito da ideia toda da série e sou fã de Douglas Adams. Mas valeu para cumprir o desafio.

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Esta é uma resenha para o Desafio Literário do Tigre 2014, do blog Elvis Costello Gritou Meu Nome. O tema de Maio é "Bichos": ler e resenhar um livro que tenha algum bicho no título. Para saber mais sobre o desafio, entre na fanpage ou saiba mais no blog.

sábado, 3 de maio de 2014

Anos 80

A certeza de que a vida era mais bonita lá pelos anos 80, em que as coisas eram fáceis. Em que o futuro era incerto, mas promissor. Não há mais futuro promissor. Talvez ele nem seja tão ruim, só não pode-se chamar de promissor, porque faz tempo que ele não promete nada. Pelo menos, não foi tão cruel quanto o futuro dos anos 80, que prometeu demais e não cumpriu. Mas que era mais bonito, isso era. Saudade dos anos 80, em que eu era mais facilmente ludibriada.

"I said I wasn't gonna lose my head
But then - POP - goes my heart"

Imagem: GettyImages
Música: Pop!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Hype do Momento: A Guerra dos Tronos

Para este desafio de abril, o objetivo era pegar um bestseller, ler e resenhar. Escolhi A Guerra dos Tronos, o primeiro volume da tão idolatrada série de George R. R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo, mais conhecida como Game of Thrones, título da série de TV. Quando vi o tema deste mês, decidi logo que leria este livro, que era minha chance, de uma vez por todas.

Fazia tempo que eu queria ler, mas tinha começado três vezes o primeiro livro e sempre achava chato. E via tanta gente falando e achando o máximo que comecei a achar que o problema era eu. Aí me forcei a ler; já que, até pra criticar, é bom a gente saber do que está falando. Acabou que o problema mesmo era passar do capítulo chatíssimo em que Daenerys é apresentada a Khal Drogo, pra poder engatar a história. Fica bem melhor depois que começam as intrigas e as guerras. A propósito, podem me apedrejar, mas achei Daenerys uma das personagens com histórias mais chatas. Juntamente com Bran, talvez. Mas acho que a história dela deve melhorar nos próximos.

O livro, não achei essas coisas todas; só uma história agradável de ler, nada que exija demais da pessoa (a não ser tempo e paciência, porque, ô série longa dos infernos!); uma boa história, bem crua, sem meios termos, bem completa. Os personagens são mais complexos e bem construídos que em quaisquer outras séries épicas, que geralmente dão mais atenção à história que à construção de personagens. A narração, por sua vez, é demasiadamente descritiva e meticulosa; há momentos em que você perde a paciência, joga o livro pro lado e vai fazer outra coisa. Não tem pontas soltas, mas também não tem pontas amarradas; talvez porque não há muito o que amarrar, sei lá. Dá a impressão de que o autor vai narrando, escrevendo, em cima de um roteiro mais ou menos certo, e pensa "ah, vou matar fulano agora". Na minha humilde opinião de quem só leu o primeiro livro, achei muitos acontecimentos desnecessários e só uma ou duas vezes senti fecharem ciclos de verdade. Talvez não fechem por não ser intenção do autor fechar nada; não ser intenção deixar uma história certinha e bonitinha, para, em vez disso, ser mais realista. Do tipo que você pensa: "nossa, e agora, como fulano vai fazer para sair dali?" e fulano termina não saindo, afinal. Com o tempo, você para de pensar assim e começa a pensar mais: "é agora que ele morre?"

No fim, achei que o livro é um bom começo. Dá vontade de ler os próximos, apesar de eu não sentir aquela excitação que todo mundo sente, não tanto quanto outras séries de livros que eu já li. Enfim, se tem uma coisa que eu sempre soube d'As Crônicas de Gelo e Fogo é que são livros menos fantasiosos e mais inusitados que a maioria das séries épicas. E que a única certeza que a gente tem é de que todo mundo vai acabar morrendo. Se não neste, nos próximos livros.



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Esta é uma resenha para o Desafio Literário do Tigre 2014, do blog Elvis Costello Gritou Meu Nome. O tema de Abril é "Hype do Momento": ler e resenhar um livro que todo mundo esteja lendo, no momento; um bestseller. Para saber mais sobre o desafio, entre na fanpage ou saiba mais no blog.

domingo, 30 de março de 2014

Filme ou Livro?: Laranja Mecânica

Já tinha assistido ao filme de Kubrick, há alguns anos, e sempre pensava em ler o livro, mas ficava de ler, ficava de leeer e nunca colocava o plano em prática. Está certo que eu nem tinha o dito-cujo, mas isso era fácil de arranjar. Certo dia, fui à livraria e vi essa edição linda e fiquei louca, pensando seriamente em comprar. Terminei comprando mesmo, só que de presente para um amigo, de aniversário. Confiava o bastante no livro, afinal o filme já era genial. Então, apareceu a oportunidade para ler, no desafio, e eu peguei emprestado do meu namorado e li. Não a edição linda, pela qual me apaixonei, mas foi uma edição legal; com um prefácio legal, nota do tradutor e o glossário atrás. Mas eu não o usei. Não muito. Não a hora toda. OK, só algumas palavras.

Laranja Mecânica, de Anthony Burgess, é uma história narrada por Alex, um adolescente vivendo num ambiente futurista, com gírias próprias e uma tendência grande à violência. Quando Alex é preso, ele vira uma cobaia do governo numa experiência de lavagem cerebral e suposta "cura" da violência. A quem já viu o filme, não tenho muito mais a dizer; não é um daqueles livros cujo filme muda tudo e faz uma bagunça com a timeline da história. Pelo contrário, o filme enriquece ainda mais a obra, como se ela já não fosse rica o suficiente. Tirando uns poucos detalhes, como a idade de Alex, o protagonista, e seus amigos (no livro, eles têm uns 15, 16 anos; no filme também, mas Malcom McDowell tinha 28 quando interpretou Alex), assim como o final da história, o filme só tem mesmo a acrescentar.

Sobre o final da história, como fiquei sabendo no prefácio, há uma explicação para ter sido diferente. A edição britânica, e original, do livro tem 21 capítulos. Nos EUA, o livro foi publicado com 20 apenas; e foi esta versão que acabou virando filme. Alegaram que "por razões conceituais", o final original mais "otimista" não fazia sentido. Pessoalmente, eu gosto mais do final americano; mas entendo o final de Burgess. Entendo o motivo de ele ter escrito o final daquela maneira, de que o livro inteiro trata da passagem de Alex da adolescência para a idade adulta e que essa maturidade só se completa com o último capítulo. Para o contexto todo, de amadurecimento do personagem, acho justo os 21 capítulos. Mas, como história, e excluindo toda a questão que Burgess quis abordar, prefiro o final do filme. Poderia destrinchar mais um pouco o meu pensamento, mas não encontrei uma maneira de fazer isso sem ser spoiler; ainda mais porque eu teria que falar sobre o último capítulo, o que só existe no livro, que nem todo mundo que gosta do filme leu. Então, vamos considerar apenas que prefiro o final do filme.

O livro, assim como o filme, é estranho e viciante. Tem aqueles neologismos, as gírias nadsat, que são muito mais complicadas quando você está lendo, do que no filme, quando se tem imagens para ajudar a entender. Mas, depois que você pega o embalo, a coisa flui muito rápido. E você fica com aquelas palavras na cabeça durante bastante tempo. Como se o estranhamento tivesse passado e, de uma hora para a outra, você estivesse naquele mundo. Aquele estranho mundo, num futuro estranho, com palavras estranhas. “As queer as a clockwork orange.”

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Esta é uma resenha para o Desafio Literário do Tigre 2014, do blog Elvis Costello Gritou Meu Nome. O tema de Março é "Filme ou Livro": ler e resenhar um livro do qual você já tenha visto o filme, fazendo as devidas comparações. Para saber mais sobre o desafio, entre na fanpage ou saiba mais no blog.