segunda-feira, 16 de junho de 2014

O que ajuda

Me acalmo fazendo planos, fazendo listas. Quando nada dá certo e eu perco a linha de raciocínio, o fio do emaranhado da vida, faço planos para sobreviver. Para recuperar o controle e manter a sanidade. Nunca consegui ser 'vida loca', deixar-me ir, carpe diem, colher o dia. Sou o tipo de pessoa certinha que faz listas, que vai cumprindo pequenas tarefas e anotando na agenda, para poder me sentir inteira outra vez.

Precisava fazer uma lista hoje, mas está tudo tão desorganizado na minha cabeça que não sei nem como começar. Isso assusta; isso de não ter mais planos nem ideias. Talvez precise de uma organização mais profunda, uma que não consigo mais fazer sozinha. Mas escrever, mesmo que não uma lista, já ajuda um pouco.

Conversar também ajudaria, mas estou com o orgulho ferido, a auto-estima baixa e sem nenhuma vontade de ouvir conselhos que não quero ouvir. Sabe quando você só quer só ouvir coisas agradáveis? Queria não precisar de ninguém. Queria não ver, ouvir ou sentir a preocupação de ninguém. Queria, além de tudo, que tudo ficasse bem. Logo.

Escrever ajuda. Mas até escrever está cada dia mais difícil. Faz sentido? Faz meses que não faço sentido nenhum.

"Into the flood again
Same old trip it was back then"
Imagem: GettyImages
Música: Would?

sexta-feira, 6 de junho de 2014

As séries a que eu estou assistindo

Vi esse meme no blog da Tati, a mesma do Desafio do Tigre. Ela não me convidou para participar, mas, sei lá, tô fazendo nada e resolvi escrever sobre as minhas séries também. E olha que nem estou acompanhando assim acompanhadinho essas séries, mas vá lá.

Houve um tempo em que eu gravava umas dez séries de uma vez na TV a cabo e toda noite estava lá colocando os episódios em dia. O tempo passou, muitas dessas séries acabaram, algumas ficaram chatas, outras seguiram para um lado e eu pro outro. Aqui vou listar apenas aquelas que estou vendo e as que criaram raízes no meu coração:

How I Met Your Mother

Ainda não comecei a ver a 9ª (e última) temporada, então me deixa. Amo de paixão essa série. O pessoal quer sempre comparar com Friends, dizendo que Friends é melhor, mas eu não consigo achar. Eu gosto de Friends, mas nunca me apaixonei pela série. Talvez seja um enredo, que HIMYM meio que tem e Friends não. Ou a continuidade, que HIMYM tem e Friends não; não tem fios soltos e eles pegam aquela deixa que ficou num episódio da 1ª temporada e usam na 5ª. Acho fantástico. Sem falar nos personagens, que eu adoro. Menos Ted. Ted não tem graça nenhuma.


Once Upon a Time

Eu sempre penso que vou parar de ver essa bendita, mas sempre surge algum personagem de conto de fadas novo que me deixa querendo ver o que vão fazer com ele. Mas a história mesmo, para mim, já deixou de ser interessante desde que acabou a 1ª temporada.


Breaking Bad

Estava vendo no Netflix e dei uma parada na 3ª temporada por falta de tempo para ver. E também porque meu namorado cancelou o Netflix e eu via na casa dele. Mas não considero que parei de ver, apenas que "estou guardando pra mais tarde", do mesmo jeito que a 9ª de HIMYM.


Top Chef

Vale como série? No momento, estou vendo a 10ª temporada, que está passando na Sony. É um reality show em que vários chefs competem, fazendo pratos lindos e deliciosos, para ver quem será o mais novo top chef. Eu gostava de MasterChef também, por causa de Gordon Ramsey, mas sempre achei que, no Top Chef, os chefs são mais profissionais. Normalmente, não gosto de reality shows, mas eu amo este por motivos de: comida. #gorda


Glee

Outra que deixou de ter graça faz tempo, mas eu não consigo parar de ver. Acho que a graça acabou exatamente na mid-season da primeira temporada, depois das Sectionals. Mas eu ainda gostava muito (me julguem, não ligo) e, mesmo alguns episódios sendo quase insuportáveis (aquele de Justin Bieber, oi?), sempre apareciam alguns que faziam valer o tempo perdido. Depois que acabou a 3ª temporada e um monte de gente se formou, entrando gente nova, ficou bem chato, mas acabou de acabar tudo depois que o ator Cory Monteith morreu e a história ficou sem rumo. Tão sem rumo que a série está para ser cancelada.


Game of Thrones

Comecei a ver, estou no início da primeira temporada, sem muito o que dizer. Li o primeiro livro da série e, como já falei na resenha, não achei nada de mais. Mas aí comecei a ver a série e estou tentando, realmente tentando, ver o que danado essa série tem que todo mundo ama.


Sherlock

Ninguém acompanha mesmo Sherlock, porque cada temporada só tem três episódios, de 1h30 cada, então acaba antes que a gente consiga manter o ritmo. Mas eu adoro. E Benedict Cumberbatch é, sem dúvida, o melhor Sherlock Holmes do mundo.

Tirando aquelas séries que eu sempre vejo de passagem, que não tem muito enredo pra seguir: Friends, Two and a Half Man (que só prestava com Charlie), Criminal Minds e House. E vocês, que séries estão assistindo?

terça-feira, 3 de junho de 2014

E se...?

Pela primeira vez na vida, penso se fiz a escolha certa. Aquela de anos atrás, aquela que implica todo o meu futuro. Eu fiz a escolha, batalhei por ela, sofri por ela, deixei de dormir por ela, gastei anos para torná-la realidade. Então, depois de construir todo o meu futuro em cima dela, ela me falha e me deixa essa dúvida. E se...?

E se eu tivesse pensado nas minhas opções antes de escolher? Sempre que lembro de ter tomado a decisão, não lembro de realmente ter pensado sobre ela. Acho que foi só aquela coisa certa na minha vida, que eu já sabia o que faria. Eu sempre soube o que faria. Devia ter uns doze anos quando afirmei isso numa aula de inglês, sem pensar muito. Eu realmente nunca nem considerei outra opção. Agora penso no que teria acontecido se tivesse considerado. Talvez não tivesse mudado nada. Mas talvez...

Talvez hoje eu estivesse fazendo outra coisa, em outro lugar, com outra vida. Talvez tivesse ido mais longe do que estou hoje e estivesse contando uma história diferente. Ou talvez não haja uma escolha certa e eu esteja apenas me torturando, pensando sobre isso e não chegando a conclusão nenhuma.

"If I had to do the same again, I would, my friend..."
Would I?

Imagem: GettyImages
Música: Fernando

domingo, 18 de maio de 2014

Top 5 amores platônicos famosos

"Meme de maio dos Rotaroots: "5 amores platônicos famosos". Quem nunca se apaixonou por alguém que jamais será correspondido, não é mesmo? O tema de hoje são famosos que você se apaixonou ou poderia se apaixonar, ou que você tem um crush/carinho especial. Pode ser famosos reais ou personagens."

Todo mundo teve um amor platônico na infância; aquele menino ou menina que você sempre admirou por algum motivo e a quem você nunca teve coragem de se declarar. Ou vontade realmente; na minha visão, amor platônico de verdade é aquela paixãozinha que você gosta de sentir só por sentir e, que se for declarada, deixa de ser aquele sentimento único para ser outro. Amor platônico é a admiração, um sentimento de mão única, de si para si, sem as complicações do "ser correspondido".

Ao longo da minha vida, tive alguns amores platônicos "ao vivo" e vários "famosos", daqueles que você cola pôsteres pelo quarto, ou que fica admirando naquela série que você não perde nunca. Depois de abandonar vários e pegar abuso de alguns, os amores mudaram e os valores também. Se antes eu gostava de alguém só por ser bonito, hoje dou mais valor a coisas como, sei lá, senso de humor. Depois de dar uma olhada na minha vida, fiz a minha lista de amores platônicos famosos atuais, num Top 5:

5. Johnny Depp

Meu ator preferido desde que fez Don Juan de Marco, mas conseguiu seu posto de amor platônico depois de Jack Sparrow, o pirata alcoólatra e cheio de trejeitos de Piratas no Caribe. Ele não é liiindo (já foi), pelo menos eu não acho, mas ele tem alguma coisa. Fico rindo quando vejo ele sentado na plateia, na cerimônia do Oscar, todo entediado, infelizmente nunca tendo ganhado nada. Fora que ele tem uma banda, que eu não curto muito, mas, né... #MariaPalheta



4. Michael Moscovitz

OK, esse é um amor mais antigo, da época em que era romântica e comecei a ler o Diário da Princesa, pelo menos uns 10 anos atrás. Mesmo porque, hoje em dia, acho a autora bem fraquinha. Acontece que, depois de aaanos sem pegar nenhum chick-lit para ler, terminei encontrando as duas últimas edições do Diário e comprei. E me lembrei do quanto eu era apaixonada por Michael Moscovitz, de como ele era super inteligente, engraçado, tinha uma banda e de como ele aguentava as chatices e inseguranças da protagonista chata. Mereceria um troféu, se fosse real. Mas duvido que exista um Michael Moscovitz vagando por aí.


3. Dr. Spencer Reid

Dr. Reid é um personagem da série Criminal Minds. Desde que vi o primeiro episódio que eu adoro o personagem. Ele é um nerd, que acabou o ensino médio aos 12 anos e entrou na universidade aos 13. Tem QI de 187, memória fotográfica e consegue ler 20 mil palavras por minuto. Minha mãe também assiste à série e me chama sempre que está passando algum episódio em que ele se destaca mais. Ele é sempre o responsável pelas cenas mais engraçadas e não porque ele seja engraçado, mas porque, depois de tanto lidar com livros e pesquisas em geral, ele é meio inocente, tipo um Sheldon, de The Big Bang Theory.


2. Paul McCartney

Músico preferido da minha banda preferida. Apenas. Houve um tempo em que eu gostava igualmente de John Lennon, mas acho que isso foi antes de ir ao primeiro show de São Paulo, em 2010. Chorei muito quando ele cantou "The long and winding road", a melhor música do mundo. Mas ele também fez "Golden Slumbers", "Hey Jude" e "Oh, darling".


1. Sirius Black
Imagem: Art Dungeon
O do livro, não o do filme. Apesar de eu gostar bastante de Gary Oldman, acho que ele tem muita cara de Comissário Gordon pro meu gosto (eu seeei que o primeiro Dark Knight foi lançado 4 anos depois). Já deu para ver que sou daquelas fãs velhas e rabugentas, que leu os livros anos atrás e que não se agradou de quase nada nos filmes, apesar de ter visto todos assim que saíram no cinema. Mas olha, depois de alguns anos negando a legitimidade dos filmes, eu até aceitei melhor que são adaptações e me divirto assistindo. O problema com Sirius é que Gary Oldman não conseguiu passar para as telas o bad boy Sirius; a rebeldia, o sarcasmo e a diversão que eu li no personagem, quando me apaixonei por ele. Acho que foi a única escolha do elenco que ainda não aceitei totalmente, talvez por amar demais a imagem que eu criei na minha cabeça.


Essa foi a lista que consegui fazer agora, anos depois de abrir mão de todos os amores platônicos "ao vivo" por um real de verdade, e agora quase voltando à adolescência para guardar os amores famosos atuais e os que nunca se foram. Tenho quase certeza de que vou me arrepender de ter esquecido alguém muito importante, mais tarde. (Update: Benedict Cumberbatch, COMO ASSIM ESQUECI DO MELHOR SHERLOCK HOLMES DO MUNDO?? Ah, deixa pra lá.)


Essa postagem faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros que pretende resgatar os bons tempos do mundo dos blogs. Faça parte do grupo do Facebook e se inscreva no Rotation.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Bichos: Até Mais, e obrigado pelos peixes!

Para o desafio deste mês, cujo tema é “Bichos”, decidi ler “Até mais, e obrigado pelos peixes!”, 4º livro da série do Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Escolhi este livro porque já tinha lido os três primeiros e pretendia terminar a série. Disse pretendia porque não sei se pretendo mais. Os dois primeiros livros foram, para mim, meio que amor à primeira página; mas não posso dizer o mesmo do terceiro e do quarto.

O livro conta o retorno de Arthur à Terra, que, ninguém sabe como, voltou ao seu lugar e ao momento de onde tinha parado, quando foi destruída pelos Vogons. Então, o livro inteiro se passa na Terra, contando como o personagem mais chato da série — que por um infeliz acaso vem a ser o protagonista — volta à sua casa, depois de oito anos no espaço. É claro que Arthur foi criado para ser um personagem certinho, britânico, chato e, por isso mesmo, ser engraçado o fato de justamente ele ter sobrevivido à destruição da Terra e ter ido parar no espaço. Só que não é nada engraçado, nem mesmo interessante, quando ele volta pra casa e tenta recomeçar a vida normal, por menos normal que ela seja agora.

O terceiro livro já é chato o bastante, mas pelo menos se passa no espaço e tem aquelas curiosidades sobre o universo que Douglas Adams inventava, o que torna o livro suportável. Neste 4º livro, quase não existem essas curiosidades, só uns poucos verbetes do Guia do Mochileiro, a dúvida sobre o que aconteceu com a Terra, que voltou, e uma história romântica. Fora que não aparecem mais os outros personagens: Zaphod Beeblebrox, nem Trillian; Ford Prefect aparece pouco e Marvin, o melhor personagem, aparece em UMA cena. Talvez a cena que faz o livro valer um pouco a pena.

Não sei, acho que o livro era mesmo para ser assim, diferente dos outros, mas confesso que eu não gostei. Pareceu-me que a criatividade acabou, que não houve mais o que explorar naquele universo. Talvez, um dia, eu leia o 5º — e último, pelo menos dos escritos por Douglas Adams, porque fiquei sabendo que Eoin Colfer, autor da série Artemis Fowl, escreveu um 6º: “E tem outra coisa”. Nada contra outros autores darem continuidade a séries famosas, mas eu li o primeiro volume de Artemis Fowl, muitos anos atrás, e odiei. Nunca entendi como a série está por aí, fazendo o maior sucesso.

No mais, foi muito triste não ter gostado do livro, porque gosto muito da ideia toda da série e sou fã de Douglas Adams. Mas valeu para cumprir o desafio.

--
Esta é uma resenha para o Desafio Literário do Tigre 2014, do blog Elvis Costello Gritou Meu Nome. O tema de Maio é "Bichos": ler e resenhar um livro que tenha algum bicho no título. Para saber mais sobre o desafio, entre na fanpage ou saiba mais no blog.