domingo, 4 de novembro de 2012

Para recordar: Distração

Nessa vida, a gente lida com todo tipo de pessoas. Provavelmente, você já se deparou com aquelas bem distraídas, que perdem o foco por besteira; por causa de uma muriçoca que porventura pouse em seu braço e, então, interrompe a conversa, sem cerimônia nenhuma, para dar um tabefe na dita-cuja (guilty! o/ matar muriçoca é irresistível).


Mas existem aquelas pessoas que só se distraem com coisas específicas, algo que as interesse de verdade. Neste conto, há alguém assim:


Bom devaneio.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Novo amigo

— Oi.
— Oi. Quer brincar comigo?
— Quero, mas acho que não pode.
— Por quê?
— Minha mãe disse que não pode.
— Ah. É que estou aqui sozinho faz tanto tempo! Queria alguém para brincar comigo.
— Eu queria brincar com você. Você parece legal.
— Posso ser seu melhor amigo, se você deixar.
— Mesmo?
— Claro! Podemos brincar de várias coisas: de pega-pega, esconde-esconde... Também podemos brincar de jogar uma bola, eu vou buscar e devolvo para você.
— Parece divertido.
— É muito divertido! Podemos fazer isso todos os dias.
— Não sei... Não sei se minha mãe vai gostar.
— Pergunta a ela.
— Tá, espera.

O menino saiu saltitando pela rua, atrás da mãe, que já havia andado um pouco durante o tempo em que ele observava a caixinha no canto da calçada. O pedido à mãe foi breve; a resposta, mais breve ainda. Ele voltou a olhar a solitária caixa na calçada, agora tristemente, dizendo adeus ao amigo que não levaria para casa. O novo amigo, que havia prometido tanto sem dizer nada. Fitava-o apenas, com seu expressivo olhar de cachorro.



Imagem: Flickr

domingo, 28 de outubro de 2012

Para recordar: Mentiras

A capacidade de acreditar nas próprias mentiras. Fico pensando no quanto as pessoas, às vezes, não precisam de outras para serem enganadas. Quantas vezes mentem para si mesmas, para se sentirem bem, ou para conseguirem fazer coisas com que, normalmente, não concordariam? E se perdoam depois, por se convencerem de que agiram certo? A honestidade, porém, deveria começar dentro da gente.



Texto do dia:

E você? Já foi honesto consigo mesmo hoje?

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Eco

Noites insones e uma frase que ecoa na cabeça desde que foi dita. Ecoa há dias, incessantemente, como se nada mais houvesse passado por ali para absorver o som e fazê-lo parar. E fica aqui a dúvida — não a desconfiança; a dúvida — de se elas estão sendo levadas a sério. Ou se é coisa da minha cabeça.


Imagem: Flickr

domingo, 21 de outubro de 2012

Para recordar: Insanidade


Um dia, escrevi este texto, de que, particularmente, gosto bastante: 

E, na verdade, não tenho muito o que dizer sobre ele. Acho que as diferentes interpretações que cada pessoa descreve me deixam mais feliz que a minha própria, quando o escrevi.

Enjoy.






Imagem: Flickr