— Alô?
— Oi, sou eu
— Tá melhor?
— Não... Tô derrubado.
— Nem vem; dessa vez, não fui eu que te passei.
— Vai fazer o que hoje à tarde? Disse que não ia trabalhar.
— Não ia, mas preciso terminar umas planilhas...
— Mas você disse que vinha me ver.
— Tá doido? Não posso pegar sua gripe.
— Mas você disse que vinha me ver.
— Tá doido? Não posso pegar sua gripe.
— Meu amor, eu não posso ficar doente de novo.
— Se eu morrer, você vai se sentir culpada por não ter cuidado de mim.
— Deixa de frescura, não se morre de gripe.
— Cof cof.
— Que...? Que é isso? Chantagem emocional?
— Coffffff cofffffffff!
— Hahaha! Ei, seu chantagista! Isso é golpe baixo.
— Coffffffffffff...




