sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

5 dicas para ler mais

Início de 2019, você se pega planejando os livros que gostaria de ler no ano. Olha aquela pilha de livros "para ler" e promete que vai dar uma reduzida dela. O problema é que é a mesma pilha do ano passado, que você não leu nem a metade e ainda acabou comprando mais. 😅

É quando você percebe que precisa ler mais. Que você gostaria de ler mais. Você já tem o hábito de ler sempre e costuma ler com atenção, mas não está lendo tanto quanto gostaria. Seja por culpa das redes sociais, do excesso de trabalho ou estudo. Mas, mesmo com a vida corrida, é possível encontrar tempo para ler e manter sua leitura em dia.

Abaixo, elaborei algumas dicas para aumentar o ritmo e a frequência da sua leitura


1. Meta de Leitura



Algo que pode atrapalhar o cumprimento da sua meta é a quantidade de livros escolhida. Em vez de olhar a enorme pilha de livros e prometer que vai ler tudo, escolha uma meta real a ser seguida.

Se você está fazendo monografia, ou estudando para concurso, não vai ter tanto tempo disponível. Nessa meta, você não precisa colocar todos os livros que quer ler no ano; então, coloque uma meta de dez ou doze livros. E, se você ler mais que isso, fica no lucro.

Desafios Literários ajudam a definir essa meta, porque garantem variedade a essa meta. Aqui no blog, eu sempre sugiro um ou dois logo no início do ano. Se você está seguindo algum, é interessante definir os livros logo no início do ano, para não ficar perdido.

Essa meta vai ser útil para que você não fique sem ler nada quando terminar um livro, curtindo o sentimento de abandono que o final de um livro traz.

Dica útil: No Skoob e no Goodreads existe a ferramenta Meta de Leitura, onde você pode listar os livros que você pretende ler no ano.


2. Crie metas diárias (ou semanais)
Imagem: Flickr


Não conte os livros lidos. A meta pode ser por páginas ou por palavras, caso você esteja lendo em um dispositivo que permita a contagem, como o Kindle.

A contagem por palavras é mais real, porque não depende do layout da página do livro, tamanho de letra, essas coisas. Então, você acaba sabendo exatamente qual a sua velocidade de leitura lendo um determinado livro, em relação a outros livros.

 

3. Encontre seu tempo livre
Imagem: Flickr


É comum termos mais tempo nos fins de semana. Mas, se você trabalha nos fins de semana, deve descobrir qual o seu tempo livre. Tem mais tempo na segunda-feira ou na quarta? Separe umas horinhas desses dias para ler.

O ideal, nessas horinhas livres, é você marcar em um cronômetro um tempo determinado para ler sem parar e não ser interrompido. Pode ser quatro, oito horas ou até doze horas inteiras. Se você levantar para pegar um copo de água ou lanche, pausa o cronômetro e continua quando voltar.

 

4. Encontre maneiras de ler em qualquer lugar
Imagem: Flickr


Intervalos durante o dia também podem ser utilizados. Costumamos ter vários pequenos momentos de espera, no decorrer do dia. Vai de metrô para o trabalho? Tem uma horinha de intervalo para o almoço? Em vez de ficar rolando o Instagram, aproveite para sacar o livro da bolsa.

 

5. Anote os livros que leu
Imagem: Flickr


Pegue o hábito de sempre anotar os livros que leu. Pode ser no Skoob, no Goodreads ou até mesmo num caderninho ou bullet journal. Anotar os livros lidos é muito útil para você perceber que, mesmo que não reduza tanto a sua pilha quilométrica, você está lendo. No seu ritmo.


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E então? Curtiu as dicas?
Se você souber de mais algumas, não esqueça de sugerir nos comentários.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Desafio Literário 2019: #DLdofundodomar

Como em todo ano, em janeiro eu costumo apresentar o Desafio Literário que eu pretendo seguir durante o ano. Este ano, eu comecei a seguir o Desafio Literature-se. Mas, como muita gente gostava dos Desafios mais simples de cumprir, eu resolvi elaborar o nosso anual Desafio Do Fundo do Mar véio de guerra.



Seguem os temas:

1- Contos
Histórias curtas podem ser o primeiro passo para se conhecer um autor. Leia um livro de contos de qualquer autor que você deseje.

2- Assunto polêmico
Drogas, religião, política. Leia um livro sobre algum assunto polêmico.

3- Escrito há mais de 100 anos
Tire a poeira do armário. Um livro antigo pode ser uma excelente leitura.

4- Escolhido pela capa
E aquele livro que você acabou comprando porque gostou da capa? Chegou a hora de começar a ler.

5- Fantástico!
Realismo fantástico, dark fantasy, fantasia urbana, fantasia épica. Leia um livro que desafie a realidade.

6- Música
Vamos animar esse mês com um livro que tenha alguma relação com música. Pode ser ficção ou não ficção.
7- De autor brasileiro
Para provar que não é só o que vem de fora que é bom, afinal temos excelentes livros brasileiros. E ainda lemos sem precisar de nenhuma tradução. Chegou a hora de ler um livro nacional.

8- Escrito por uma Mulher
Virgínia Woolf, Jojo Moyers, Clarice Lispector, J. K. Rowling. Vale qualquer estilo, o importante agora é que a autora do livro seja uma mulher.

9- Adaptado para o cinema
O que é melhor, o livro ou o filme? A gente só vai saber quando ler. Leia um livro que virou filme ou série.

10- Clássico
É sempre bom ler os clássicos. Chegou a hora de conferir por que aquele livro virou referência literária.

11- De um novo autor
É sempre válido ler um autor que está publicando seus primeiros livros. Tem muita gente boa chegando por aí.

12- Distopia
Um futuro imaginário, um passado ou presente em que os personagens vivam em situações de opressão ou privação. Leia um livro que se passe em um cenário distópico.

O Desafio Literário é um método para você se desafiar a ler mais e com mais variedade, através dos temas propostos para cada mês. Você não precisa ler necessariamente na ordem; o objetivo é ler pelo menos doze livros por ano, um livro por tema, um livro por mês. E não valem releituras.

Para participar, basta você fazer sua publicação uma vez por mês (se houver atraso em algum mês, pode postar duas no seguinte) usando a hashtag #DLdofundodomar. Pode ser no Instagram, no Facebook, no seu Blog ou em qualquer rede que você quiser.

Não existem perdedores no Desafio Literário. A intenção é apenas ler.

Boa leitura!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

5 livros para presentear crianças

Quem costuma ler sabe o quanto é importante o hábito de leitura na vida de uma pessoa. Ler com frequência expande vocabulário, melhora as habilidades de escrita e o conhecimento geral, além de estimular a criatividade. Se isso já é bom para um adulto, imagina para uma criança? Poder crescer viajando vários mundos, conhecendo outras realidades e ainda ir tirar boas notas na escola.

O que acontece é que muitas vezes os livros passados para ler na escola não são interessantes para elas. Por serem livros antigos, por não serem interessantes para idade ou até por não gerar afinidade entre elas, os livros da escola podem gerar uma rejeição à leitura, tornando o ato de ler tão sofrido como estudar matemática. Uma obrigação chata. E isso precisa mudar; elas precisam entender que ler pode ser prazeroso. É só escolher os livros certos.

É aí que nós entramos. Nós, como pais, tios; exemplos de gente que gosta de ler e apresenta livros legais. De tia chata que dá livros de presente, eu viro a tia legal com quem eles podem conversar sobre o que estão lendo.

Certo, mais quais livros?

1. Harry Potter e a Pedra Filosofal (Saga Harry Potter) - J. K. Rowling 

Como não podia deixar de ser, o primeiro da lista é Harry Potter. Dei um de aniversário de 11 anos a um de meus sobrinhos e ele já leu metade da saga inteira em menos de 1 ano.

Eu não comecei a ler com Harry Potter, é claro. Li a saga com uns 13 anos e muitos livros lidos. Na nossa época, ler era um hábito estranho, coisa de nerd. Mas, hoje em dia, é até mais fácil, porque Harry Potter virou filme e despertou o interesse das crianças para os livros.

É um livro que eu indico para qualquer idade porque, mesmo sendo um livro de fantasia, trata de política, preconceito, amizade. Você nunca vai se arrepender de presentear uma criança com um Harry Potter.

2. A Droga da Obediência (Os Karas) - Pedro Bandeira

Esse é meu queridinho, dos primeiros livros que eu li. Pedro Bandeira escreveu uma série de livros sobre adolescentes comuns que criam um grupo secreto. Nessa primeira história, eles acabam se envolvendo na investigação de desaparecimentos estranhos no colégio. Nos demais livros (são 6), eles se envolvem em outras investigações.

Eu sempre quis ser um dos Karas, quando era mais nova. Isso cria uma identificação e faz com que a gente adore os personagens. E isso deixa a leitura divertida.

 


3. Coleção Vagalume

Com livros como O Escaravelho do Diabo, O Caso da Borboleta Atíria (ambos de Lucia Machado de Almeida), Um Cadáver Ouve Rádio e O Mistério dos Cinco Estrelas (ambos de Marcos Rey). Histórias protagonizadas por crianças e adolescentes com muito suspense e aventura.

Essa coleção foi uma grande responsável para que eu começasse a gostar de ler. Nos recreios ou na saída do colégio, eu sempre ia à biblioteca e alugava um deles. Às vezes, repetidos.


4.  O Hobbit - J. R. R. Tolkien

"My precious"

O Hobbit é uma história escrita antes d'O Senhor dos Anéis e que se passa uns anos antes, quando Bilbo encontra o Um Anel. Um livro que se passa em um mundo diferente, A Terra Média, com magia, seres fantásticos, elfos. A narrativa é mais simples e ágil, mais fácil de prender uma criança ou adolescente que esteja querendo ler.

Eu confesso que só li O Hobbit depois de ler O Senhor dos Anéis, mas recomendo sempre para quem não leu a começar por ele.

 

5. Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Saga Percy Jackson e os Olimpianos) - Rick Riordan

Outro de fantasia, dessa vez sobre mitologia grega.

Percy Jackson é um adolescente que nunca se adaptou bem às escolas que frequentava, mas nunca soube por quê. Um dia, ele descobre que é um semideus. Nas histórias, ele se envolve em várias lendas gregas, personagens da mitologia, heróis, deuses, ninfas, sátiros e muitos monstros.

É legal porque Riordan conta as histórias da mitologia grega sob uma visão moderna. Dessa maneira, é possível aprender sobre mitologia enquanto a gente lê os livros.

Só esqueça que fizeram dois filmes da saga, porque são horríveis.

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E então? Gostou das dicas?
Quais outros livros você daria a uma criança ou adolescente que está começando a ler?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Desafio Literário 2019: Literature-se


Todo início de ano, eu venho aqui falar do Desafio Literário que eu vou seguir durante o ano. Nos anos anteriores, eu segui meu próprio Desafio, por não encontrar nenhum que me agradasse e porque queria lançar meus próprios desafios. Este ano, porém, resolvi fazer diferente. Tanto para me incentivar mais, por ter mais leitores participando, mais livros, mais sugestões... Quanto para me desafiar a ir atrás de novas perspectivas de leitura, novos temas, novas ideias.

Tenho seguido os Desafios bem capengamente, por vários motivos. Um deles é porque não consegui ler muito, por estar me dedicando a escrever meu romance. Outra é porque me mudei no meio do ano passado e acabei sem tempo de ler os livros que tinha separado pro Desafio. Acabei lendo outras coisas e comprando livros no Kindle. Estou ainda sem meus livros físicos, porque não consegui trazer muita coisa pra casa nova.

Enfim, o desafio que eu escolhi é do vlog Literature-se, da Mell Ferraz. Mell é uma booktuber que comecei a seguir recentemente, depois de ficar órfã da booktuber que eu adorava (e que acabei descobrindo que era eleitora do omi e aí não dá, né?). Foi então que comecei a procurar booktubers legais e cheguei na Mell.

A parte boa disso é que encontrei vários blogs e vlogs literários nesse processo e autores brasileiros que estão escrevendo seus romances, como eu. E eu quis fazer parte disso tudo mais uma vez, quis voltar aqui e retomar minhas resenhas, meus textos e meus leitores.

Então, sem mais conversa, segue a lista do Desafio:

1- Uma história muito conhecida (nem tanto pelo livro)
2- Tragédia
3- Bildungsroman
4- Folhetim
5- Literatura gótica
6- Literatura fantástica
7- Distopia
8- Roman à clef
9- Intertextualidade
10- Nouveau roman
11- Contos
12- Poesias


Os itens são bem teóricos e a intenção é essa mesmo, conhecer conceitos e novos estilos. Estudar um pouco sobre movimentos literários. Para mais informações e dicas sobre o Desafio, é só clicar AQUI.

E vamo dar início ao ano? Vamo!

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Diário de Escrita

Houve um tempo em que eu preferia escrever à mão, com papel, lápis e borracha. Às vezes, caneta. Pegava um caderninho, folhas de fichário e me trancava no quarto para escrever. Minhas primeiras histórias foram escritas assim. Até que eu comecei a aperfeiçoar minha escrita e percebi o quanto era difícil fazer a revisão com papel e caneta. Botava um asterisco onde queria escrever mais, páginas a mais no meio do parágrafo, grampeava em cima, fazia anotações nas entrelinhas, colava post its. O negócio virava uma maçaroca horrível de organizar depois. Foi quando comecei a passar as histórias para o computador e, tempos depois, escrever direto nele. E percebi que as ideias fluíam melhor assim, porque a gente digita muito mais rápido e os pensamentos não se perdem no caminho.

Então, parei completamente de escrever à mão. Até agora.

Veio essa moda dos bullet journals. Eu sempre adorei enfeitar caderninhos, mas nunca me interessei por fazer nada do tipo: diários para acompanhar os dias, monitorar humor, planejar a semana. Apesar de precisar urgentemente de um planejamento. Mas sabia que não teria tempo, paciência e seria um hábito que eu tenderia a largar logo.

Até que vi Thiago d’Evecque (inclusive recomendo demais o blog dele #FollowFriday) falando sobre Diário de Escrita. Mas o que é isso?


É um acompanhamento diário de qualquer coisa que você esteja escrevendo. Pode ser de várias formas: em um caderno, no blog, no vlog, no Instagram, na Página de Facebook, no Word, no bloco de notas, com texto corrido, itens, imagens, listas, vídeos. No Google, você pode encontrar vários tipos diferentes de Diário de Escrita e escritores dando dicas de como fazem.

Para acompanhar e incentivar o desenvolvimento do meu segundo livro, eu resolvi começar um Diário de Escrita. Como senti saudade de escrever à mão, peguei um caderninho, comprei uma caneta bonita e comecei a trabalhar nele. Data em cima, texto corrido falando sobre o que eu escrevi, o que pretendia escrever, os personagens, a trama, o roteiro da história.

Mas para que eu estou fazendo isso?

Então, eu tenho tido com este livro mais dificuldade que com o primeiro. O Diário de Escrita tem servido como alívio criativo, onde eu vou vomitar meus conflitos, as dúvidas em relação à história, frustrações e tudo o que eu acho que esteja me travando. E também o que me liberta.

Gosto de colocar o que eu fiz naquele dia que de alguma forma possa ter me inspirado; um passeio com o doggo, uma conversa, uma música, um filme, uma imagem. Coisas que eu posso dar um jeito de repetir em momentos de hiato. Com ajuda do meu Diário de Escrita, já reescrevi a história, já mudei o foco, já formulei outra trama, elaborei um roteiro inteiro.

Além disso, serve também para acompanhar a progressão do livro com marcadores de palavras. Uso um marcador para meta, total diário e total geral de palavras. Assim, também dá para fazer uma relação posteriormente da quantidade que eu escrevi com as informações que eu coloquei no diário. E aprender sobre mim e o que me inspira.

Para quem gosta de bullet journal, dá pra fazer uma graça com marca textos, fitas adesivas, adesivos, imagens. Por enquanto, o meu está bem normalzinho, porque mal tenho tempo de escrever mesmo. Eu só grifo as coisas mais importantes, úteis, para ser mais fácil de encontrar depois.

Enfim, se você é escritor, o Diário de Escrita é uma ferramenta interessante para acrescentar no seu hábito de escrita. Eu achei uma boa dica quando descobri. Espero que vocês também achem.

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